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From your man up in the North: Formatinhos de volta as papelarias, JÁ!

No passado mês de Outubro a Abril Jovem voltou a publicar Banda Desenhada de Super Heróis, depois de mais de uma década de inactividade.

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A editora Abril fundada por Victor Civita, começou por publicar no Brasil, no início dos anos 80 do século passado revistas em formato menor que os comics (o saudoso ‘formatinho’) que dominaram as ‘bancas’ durante mais de vinte anos.

No Brasil, assim como em Portugal, onde inicialmente se distribuíam as sobras do mercado Brasileiro, os leitores leram durante anos as aventuras dos super heróis Norte-Americanos em revistas como Heróis da Tv, Super Aventuras Marvel, Grandes Heróis Marvel, Super Powers, DC 2000, A Espada Selvagem de Conan, assim como revista relacionadas com diversas personagens principais das duas grandes editoras Norte Americanas (Marvel e DC).

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Nos inícios do século XXI por imposição das casas Mães dos títulos Norte Americanos publicados no Brasil, o formatinho foi proíbido e a Abril Jovem viu-se obrigada a apostar num novo formato, comic, que foi designado nesta antiga editora como o formato Premium. Tentou-se durante alguns meses a publicação neste formato e nos mesmos moldes de edição do formatinho, isto é, 4 histórias originais por edição Brasileira, mas o aumento dos preços afastou de vez o leitor alvo, as crianças e os adolescentes que viam no formatinho uma forma económica de ter acesso aos super-heróis favoritos e assim a Abril Jovem viu-se obrigada a passar o testemunho.

Em Portugal, ainda antes da passagem de direitos de publicação da Abril Jovem para a Panini no Brasil, a Abril Portuguesa foi adquirida pela ControlJornal de Pinto Balsemão, que em poucos meses de publicação desistiu da renovação dos direitos de publicação de toda a linha de Super Heróis deixando orfãos milhares de leitores no doloroso ano de 1997.

Em 1999 esses direitos foram adquiridos pela Editora Devir, que conseguiu o grande feito de publicar em Português até 2005, altura em que a Internacional Panini decidiu retirar injustamente os direitos de publicação de material Norte-Americano a esta editora, para que um ano depois voltássemos a receber as sobras do mercado Brasileiro, ainda que agora no formato Panini (comic com 100 páginas) que vigora desde então.

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Nestes últimos 30 anos muitas foram as ‘casas’ pelas quais a BD Norte Americana passou e foi publicada, mas de há seis anos até à data perdeu-se em definitivo o poder de cativação que a BD teve durante décadas junto do público mais jovem.
Já não há o hábito de emprestar BD aos amigos, de poupar os trocos dos recados feitos aos pais, para se passar religiosamente nas papelarias nas primeiras semanas do mês em busca dos ansiados ‘formatinhos’ mensais, mas não deixamos de pensar se não seria possível voltar a incentivar esses hábitos.
Bastava que para tal as novas colecções de formatinhos de Super Heróis que surgiram no Brasil, invadissem novamente as nossas papelarias e se incentivasse a nova geração a recuperar esses hábitos (através de uma cuidada e didática manobra de relações publicas como tem feito a Maurício de Sousa Produções).

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É certo que existem os ‘Paninis’, mas o seu formato e as suas capas ‘adultas’ afastam, em primeiro lugar, os pais da compra de Banda Desenhada de Super Heróis para os mais novos, o que com o tempo vai impedir que o público leitor de BD se renove.

Deixo-vos com as capas dos 4 novos títulos em formatinho e uma esperança de que estes ainda venham a chegar ao nosso pais e que tal como no filme de que vos deixo o trailer a Banda Desenhada seja o motor de uma nova geração de mentes imaginativas.

From your man Up in the Norte: E o prémio de Piada do Ano vai para…

DEVIR anuncia que vai publicar o Manga DEATH NOTE em Portugal.

Coloco apenas uma questão para nos debruçarmos em conjunto.

A vir a ser verdade, como conseguiu a DEVIR convencer uma ‘gigante’ Japonesa a vender os direitos de uma série ‘vivinha da silva’ para publicação em Portugal, um mercado, como todos sabemos microscópico para as editoras Japonesas?

É que andamos há anos a ouvir a gigante ASA repetir aos 4 eventos que é IMPOSSÍVEL publicar essas grandes séries em Portugal e agora de repente cai esta BOMBA.

Será que a DEVIR lhes conseguiu dar a volta passando-se(aliando-se) pela DEVIR BRASIL?

Quem sobreviver irá ler?

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From your man up in the Norte: Why should George Perez draw The Walking dead

Perez mandou os executivos da DC dar uma volta como o John Byrne passa a vida a fazer e que mudar-se outra vez para a Marvel. Tadinho, quer chupeta quer?

Ainda recordo a presença do Perez no reboot da Marvel depois do Heroes Reborn do Jim Lee/Rob Liefield (esses dois em tudo o que tocam criam espectacular..MERDA).

Em 1998 a arte de Perez resultou porque todos queriam que a Marvel copiasse o Astro City, pois tudo estava na ressaca de arrependimento de ter comprado as trozentas capas de Youngblood. Mas quando chegou o filme do Matrix toda a gente quis fatos negros de sado.maso nos seus heróis e o Perez picou a mula (oh para mim a usar o acordo ortográfico) para a DC.

Agora Perez quer voltar para a Marvel e eu pergunto: Não era melhor reformar-se enquanto não o achamos senil.

Voltar para a Marvel que é tão ou mais voraz que a DC com os seus ‘arquitectismos’ é o mesmo que meter uma corda ao pescoço e saltar da cadeira para o senhor Perez.

Eu penso que seria inteligente se ele fosse por exemplo, desenhar Walking Dead ou se assumisse o cargo de director artistico da Image e passar os seus conhecimentos à nova geração de desenhadores ‘pop starzzz’.

Ai sim eu sentiria firmeza do Senhor Perez.

wolvie and son

Luzes, Camera, Quadradinhos!

 

O que se segue é uma transcrição aparvalhada de uma reportagem televisiva:

[ Entra a música do saudoso ‘Acontece’ ]

Repórter: Então ‘jovem A’, deves estar excitado por ir ver o últime filme do ‘HP’, mas decerto (snobismo extremo da jornalista)  já deves saber o final por já teres lido todos os livros, certo?

Jovem A: Fonix, népias! Não tenho pachorra para LER. Eu sò vejo os filmes.

Jovem B (obesamente mórbida): E só se for em 3-D!!!

Ora depois, desta descrição da reportagem da estreia do ‘HP’  7 e mei0 (não confundir com a impressora e com o filme de Fellini), coloco esta questão?

Quantos jovens fez o ‘HP’ ler mais em Portugal?

Resposta: ZERO.

 

Quando começaram a dizer que o fenómeno ‘HP’ fazia ler mais os miúdos eu mandei esses estudos bugiar, porque desde ‘Uma Aventura na Cidade’ que nenhum livro infanto/juvenil faz ler mais a criançada.

E ainda se torna mais grave ao dizer-se que esse boom na compra dos livros da saga se deve ao facto da garotada Portuguesa se identificar com o Harry. Na minha opinião isso é falacioso e não passa de um grande embuste.

Se me disserem que os ‘rugrats’ das terras de sua majestade se identificam com o Harry, aí até posso acreditar, mas em Portugal os rankigns de ‘Funacas e afins’ não passaram de uma contagem de pais de classe ‘média-alta-altíssima’ que compraram HPs para os putos meterem na estante e jamais os abrirem.

Não há nada nas aventuras deste personagem que faça uma criança Portuguesa identificar-se com este personagem ‘unidimensional’ e puramente britânica.

E de quem é a culpa dos putos não lerem?

Não, não é das consolas (para jogar há que ler os códigos da batota), nem da internet (quem está no msn, está a ler e a corrigir mentalmente os erros ortográficos dos interlocutores) e nem dos Morangos com Açucar (senão como saberiam ler as letras dos Sobremesa de trás para a frente). 

A culpa é sim dos paizinhinhos que impingiram esses calhamaços dessa ‘Bifa’ que mais não fez que copiar a obra ‘The Books of Magic’ de Neil Gaiman e acrescentar-lhes uns bons metros de palavreado mal escrito.

Quem deu livros do HP aos filhos devia levar uns açoites da sua antiga professora de 4ª classe, pois impediu as crianças de descobrirem como é bom ler um bom conto infantil que os teria divertido muito mais e não os faria escravos de uma máquina comercial que é o HP.

 

E o pior foi que nos fizeram acreditar que os filmes (a pior saga alguma vez produzida) atraia os jovens para a literatura.

BURRICE!!! Afastou-os ainda mais e com os seus milhentos produtos derivados tornou muitas crianças em pirralhos mimados e consumistas.

 

Por isso digo:

‘Up yours Potter!You shall not be missed’

P.S: Senhores paizinhos, educadores e iluminados…a Nona Arte merece um grande pedido de desculpas, porque ouvi muitos de vós dizer: ‘Ler o Harry Potter é melhor que ler essas azeitadas das historietas aos quadradinhos.’ e afinal o que aproximou mais os jovens da leitura foi a Banda Desenhada.
 

 

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STOP THE PRESSES..EXTRA,EXTRA READ ALL ABOU IT

É com muito prazer e orgulho que anúncio que Daniel Henriques, o mui Pinhalnovense e Metallica fan, é um artista conhecido entre outras coisas por ser o mais rápido inker da margem sul e acaba de ser anunciado como o novo arte finalista da série da Marvel Comics ‘Venom’.

O trabalho do Daniel vai poder ser visto já a partir do número 4, sendo neste momento o artista parte integrante do estúdio Crime Lab de Danni Mikki (só o mais conhecido arte-finalista de todo o mundo, coisa pouca).

O Daniel Henriques começou nestas ‘lides’ em 2002 com o então chamado grupo Split Up Studio, onde entre coisas arte-finalizou o lápis do desaparecido em combate Henrique Valadas em Kunoichi (NIMP) e co-escrevia o argumento de Wonderland com Rui ‘Kid’ Moura (outro que anda a ‘walk the earth like Kane in Kung fu).

Partilho então umas fotos da altura em que eu coordenava o ‘ATL’ onde esta maltinha ‘brincava’ aos criadores de comics.

Se querem ser um arte-finalista reconhecido, primeiro há que espantar vagabundos.

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Acorrentado à mesa de trabalho (como já é habitual)

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Página não publicada de Wonderland # 3

Wond

From your man in the Gipsy town: DC comics censura um comic!

A DC já foi conhecida por ser uma editora de mente aberta (ver Green Lantern – Green Arrow quando descobreem que o Speedy dá na ‘coca’), mas hoje em dia não passa de um fantoche da Warner Brothers e prova disso é a edição número 712 de Superman onde era apresentada a origem de um Superman Islâmico.

A edição foi completamente apagada do mapa, já estava desenhada e pronta a sair da gráfica quando um iluminado decidiu que o comic era Anti-Americano.

Dizem que não há censura na terra do Tio Sam, mas lá existe e é a doer.

Quando confrontados com as acusaões de xenofobia, os editores responderam que o cancelamento se deveu a uma página onde o Superman salva um gato de uma árvore e com o novo filme violento que aí vem feito por Zack Snyder (o Gimp da Nona Arte) não querem que o Super Homem seja associado a acções suaves, mas sim a força.

O que é engraçado é que a história que meteram a substituir é uma reedição com o Krypto, o cão do Superman a dizer que tem saudades do dono…LOL

Quando eu disser:

1

 

2

 

3

A PIOR DESCULPA DE SEMPRE!!!!

 

GANHEM vergonha na cara senhores da DC. Se admitem que o Jim Lee faça a pior reformulação da história, admitam também que são uns Xenofobozinhos de meia tigela.

Deixo-vos a capa do livro original, também ela censurada.

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From your man in the Gipsy Town: As Naus Portuguesas voltam a chegar ao novo mundo.

Nos anos negros da Nona Arte em Portugal (hiato entre o fim da A/CJ e início da Devir) dei por mim a descobrir a revista Wizard (que morreu este ano de 2011 para logo em seguida renascer tal Fénix Sombria na W.W.W.).

Foi na dita revista que me deparei com um artigo, onde o responsável pelo mesmo tecia largos elogios à vaga de artistas espanhóis que começavam a chegar às editoras Norte-Americanas nessa altura (1998) o que me dava alguma ‘azia’ sem saber bem o porquê.

Carlos Pacheco, Salvador Larroca, Ramon F. Bachs e muitos outros eram considerados deuses da arte; verdadeiros achados na velha Europa, dignos herdeiros do trono da Arte Sequencial, o que me deixou a pensar o que teriam estes ‘Nuestros Hermanos’ a mais do que os artistas nacionais.

Não posso dizer que tenha uma grande alergia a Espanha, mas na altura foi este artigo que me fez querer descobrir artistas nacionais e lutar pela sua divulgação em todos os projectos em que me envolvi.

Foi então (no longínquo ano de 1999) que decido descobrir com a ajuda da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo e também da Selecções BD (2ª série) os artistas Portugueses que se faziam notar na altura.

Devo dizer que se a azia era grande depois de ler o artigo da Wizard, esta ainda se tornou maior, pois com a excepção de um artista Português radicado em França, que como eu adorava comics e que dava mostras de querer fazer florescer este estilo em ‘franciuland’ (através do seu ‘A Gesta das Amazonas Dragões’*) todos os restantes autores Portugueses aos quais tive acesso não fizeram mais que aborrecer o jovem de quinze anos que eu era na altura.

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Viviam-se então, na minha opinião, anos negros na BD em Portugal, pois para além dos autores nacionais mais consagrados como ET Coelho, não se via qualquer autor que se conseguisse afirmar além fronteiras.
Não era um deserto criativo, entenda-se, pois para além do prolífero Luís Louro, de um mitocondriaco que nada fez de relevante em quase 15 anos de actividade e de um estúdio muito interessante, o Fantasia Estúdio (Pedro Potier e Ana Freitas eram os mais produtivos desse estúdio) que produzia histórias para a SBD, ninguém parecia conseguir produzir nada que chegasse ao grande público e que despertasse a curiosidade além fronteiras.

 

Os anos passaram-se e é já a meio da primeira década do séc.XXI que uma série de autores que apresentarei neste post começam a penetrar, ainda que timidamente, o mercado norte-americano e a, pasmemo-nos, ser publicados nessas terras longínquas.

 

Miguel Montenegro, o operário. – http://www.miguelmontenegro.com/

Na nona arte existem dois tipos de autores, os ‘artistes’ e os operários. Enquanto que os primeiros vivem dos subsídios e fazem de vez em quando uns álbuns, que mais ninguém aprecia a não ser os iluminados e os próprios; os segundos multiplicam-se em actividades paralelas para não desistirem do sonho de criar banda desenhada.

É nesta segunda categoria que incluo Miguel Montenegro, que teve a seu cargo alguns ‘fill-ins’ em editoras Norte Americanas (Top Cow, IDW, CrossGen, Marvel comics), mas que infelizmente não conseguiu passar para o nível superior, como as dezenas de espanhóis e brasileiros que ainda hoje chegam à primeira Liga ‘Marvete’ e ‘DCNete’.

Apesar de ter um traço pouco original (vê-se muito a influência da Image Comics dos anos 90), vale aqui a sua perseverança e profissionalismo, o que torna ainda mais estranho o facto de nenhuma editora nacional ter apostado neste autor (em Portugal apenas a Devir publicou duas capas do artista) pois sempre deu provas de conseguir assegurar um trabalho regular ao contrário de muitos ‘artistes’ venerados pelas editoras tradicionalistas.

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Eliseu Gouveia, o Eremita. – http://eliseugouveia.deviantart.com

Ora aqui está um grande mistério; a primeira vez que tomei contacto com este artista foi num manual escolar de segundo ciclo e qual foi o meu espanto quando anos depois me dou conta que o desenhador de Cloudburst da autoria de Jimmy Palmiotti e Justin  Gray era nada mais, nada menos que este autor Português, que graças ao seu grande profissionalismo e capacidade de respeitar deadlines, chegou a ser apontado como o autor Português mais promissor.
Nunca tive a oportunidade de o conhecer ao vivo, porque o mesmo se recusava a comparecer em festivais (tentei tê-lo no Festival de BD do Pinhal Novo em 2005 através da Devir, mas à ultima hora decidiu não comparecer) e apesar de ter a sua arte publicada em diversas pequenas editoras americanas (Image, Moonstone Books) e de ser o responsável pela BD oficial da personagem Leopoldina da marca Continente/Modelo, nunca se percebeu muito bem o porquê das editoras nacionais o ignorarem por completo.

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Em termos de traço, é muito competente a nível de lápis e arte final, mas borra a pintura  (literalmente) quando decide ser ele próprio a fazer a colorização digital, pois o artista torna muito plástica e demasiado brilhante a sua arte, mas isto sou eu falar, porque o que é certo é que além fronteiras sabem reconhecer o seu valor.

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O artista possui um Deviant Art muito activo onde mais recentemente apresenta imagens de uma nova BD do qual se sabe ainda muito pouco.

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Nuno Plati, the Cool Guy. – http://nunoplati.blogspot.com/

Já imaginaram o que é ter um artista que consegue cativar o sexo feminino para a Nona Arte? Ora metam um argumento nas mãos do Nuno Plati e vejam o que acontece.

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Plati é mais ilustrador com todos os seus ‘vectores’ e ‘flashy colours’ do que artista de Banda Desenhada (é colaborador assíduo da Elle magazine e do Lisbon´s fashion week) mas no último ano viu o seu trabalho publicado na Marvel primeiramente na série Avengers’ Fairy Tales, X-23 e Marvel Women e mais recentemente no comic Marvel Girl onde revisitou a origem da personagem Jean Grey a.k.a. Phoenix.

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Apesar de ter sido o último a ‘chegar’ a Marvel já conseguiu a proeza de fazer um fill-in na revista Amazing Spider-man (só e apenas um dos comics que mais vende nos EUA) e prepara neste momento um álbum em nome próprio, não sei se para publicação caseira ou internacional (Mia, tales of the lost islands).

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Ricardo Tércio, o Pioneiro. – http://mautempopush.blogspot.com/

Quando o editor da Marvel CB Cebulski fez passar por Portugal a busca de Talentos ChesterQuest, este foi o primeiro a ser publicado pela editora Norte-Americana. Tal como Nuno Plati podemos considerá-lo mais ilustrador do que desenhador de Banda Desenhada, mas ninguém lhe poderá tirar o mérito de ter sido o responsável pelo primeiro capítulo da série Spider-man Fairy Tales que teve como personagem central a mais que tudo de Peter Parker, Mary Jane a fazer de conta que é a Capuchinho Vermelho (prometo que não é picante).

Actualmente tem feito mais algumas capas para a Marvel Comics, o quarto capítulo da série Avengers Fairy Tales e acompanha o artista Filipe Andrade na mini-série Onslaught: Unleashed.

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João Lemos, o Menino Perdido. http://sete-estrelo.blogspot.com/

Assim como Ricardo Tércio, também João Lemos foi seleccionado no Chesterquest e teve a honra de abrir a série Avengers Fairy Tales com uma brilhante versão da origem dos Vingadores, como se estes fossem os Meninos Perdidos de Peter Pan.

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Dos três artistas descoberto no ChesterQuest considero-o como sendo o mais desenhador de Banda Desenhada dos três, ainda que sendo o mais discreto.

 

Possui dois projectos próprios em produção (Shiki e HEY DAY), fez também uma história para a série Mouse Guard e mais recentemente ficou a seu cargo o argumento de um capítulo do álbum Wolverine#1000 (onde também fez duas páginas de arte).

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Filipe Andrade, o Principe Valente – http://filipeandradeart.blogspot.com/

Deixei para último o meu favorito, apesar de reconhecer a qualidade de todos os outros e passo então a apresentar a forma como conheci Filipe Andrade.

Foi em 2007, a poucas semanas de me reformar da minha posição auto-assumida de Carlos Queiroz da BD nacional na Nono Império que me deparei com os trabalhos de Filipe Andrade na primeira versão do BD Jornal.

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O argumento do seu camarada de vinhetas era/é pobrezinho, mas a arte deste rapaz salvava tudo, não pela originalidade do traço, mas pelo dinamismo e frescura que trazia ao panorama nacional e às páginas do referido jornal.

 

Lembro-me que na altura, depois de dar por encerrada a última sessão de autógrafos do projecto Sketchbook no FIBDA, decidi ir para a fila do Mr. Andrade pedir-lhe um rascunho (não o costumo fazer porque tenho um bocado de vergonha de ir chatear os artistas), mas digo-vos que bastaram dois minutos à conversa com o artista para perceber que ele tem em si as qualidades que eu defendo que um artista de BD em Portugal (e no mundo) deve possuir, isto é, humildade, inteligência e ambição.

 

É por isso com muito orgulho que nomeio, mui humildemente, este artista com o cognome ‘Jack Kirby Português do século XXI’ (sim Mr. Kingpin, sou um erége).

E porquê?

Depois de uma corrida de fundo em BRK, diversas short stories para diversos fanzines, dezenas de páginas publicadas em comics da editora Marvel (X-23, Nomad, Onslaught) este artista continua a fazer evoluir o seu traço cada vez mais dinâmico e interessante.

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É um pouco graças a ele que neste momento os vários artistas a trabalhar para o mercado norte-americano o continuam a fazer, pois ele mostra que os artistas Portugueses conseguem ser produtivos e extremamente activos.

(Nota: Acaba de ser anunciado que Filipe Andrade será o artista na adaptação de um dos livros mais ‘venerados’ de Edgar Rice Burroughs, John Carter: Princess of Mars’ – série de 5 números a ser encomendada este mês com chegada as livrarias em Setembro de 2011).
Posso estar a ser muito injusto com todos os outros artistas que referi, mas Mr. Andrade, admitamos, tem o ritmo produtivo mais célere que alguma vez vi e a ambição para criar raízes no mercado Norte-Americano.

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Não sei se algum dia terei a oportunidade de ver uma revista internacional a enaltecer os nossos artistas como foi feito com os espanhóis há mais de dez anos atrás, mas neste momento sinto que é uma excelente altura para se ser artista de BD em Portugal , pois existe como que um embrião de esperança para aqueles que todos os dias não cruzam os braços e criam Nona Arte em Portugal.

É certo que estamos numa fase algo cinzenta na edição de comics em Portugal com a chamada ‘fase das sobras Brasileiras’, mas tenho esperança que um dia os artistas nacionais tenham direito a ver o seu trabalho publicado em Língua Portuguesa num formato que enalteça o grande feito destes artistas (editoras nacionais, dirijo-me a vós) que tal como Pedro Alves Cabral fizeram as ‘naus’ chegar a solo Americano.

*A Gesta das Amazonas Dragões foi recentemente publicado pela Marvel em TPB, mas já tinha sido anteriormente publicado pela Devir em formato álbum a cores e publicado na SBD a preto e branco, a minha versão favorita.