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Cine Kritik – As Melhores adaptações de comics ao cinema

Cine Kritik – As Melhores adaptações de comics ao cinema

Há muito tempo que aqui na ‘comunidade’ andávamos às turras para decidir qual era a melhor adaptação de sempre de um comic.

Não conseguíamos chegar a um consenso, porque cada um tem a sua opinião ‘viciada’ por ser fã desta ou daquela personagem e por isso decidimos pegar no telefone vermelho do ‘Mayor’s office’ e pedir mais uma vez ao nosso camarada especialista em Cinema, Rui Inácio, para desempatar está nossa caturrice e nomear os dez melhores filmes de entretenimento bedéfilo de sempre.

E sem mais demoras deixamo-vos então a contagem regressiva proposta pelo Mister Inácio. Let’s look at the trailer:

10. Teenage Mutant Ninja Turtles – Tartarugas Ninja (Steve Barron,1990)

Num restaurante, enquanto esperava pelo jantar, Kevin Eastman lembrou-se de fazer um sketch num guardanapo de uma tartaruga a lutar em estilo ninja.A piada foi de uma tal maneira geral, que juntamente com Peter Laird, ambos desenhadores, deram início ao que ficaria conhecido como Turtle Mania .

Desde Bandas Desenhadas, a uma grande campanha de marketing e até mesmo a este filme que deu origem a mais duas sequelas, não tão bem sucedidas como o original, estes quatro mutantes verdes marcaram o seu lugar nos anos 80 e 90.

A longa metragem, com as criaturas animadas de Jim Henson, resultou muito bem numa altura em que os efeitos visuais não eram tão notórios; que delineado pela cultura pop daquela altura, cenas de acção contrastadas com comédia num tom negro e ao mesmo tempo apelativo aos mais novos, este filme não passava do que era apenas: entretenimento! E por isso mesmo é que todos este ingredientes ainda fazem hoje de ‘Teenage Mutant Ninja Turtles’ uma tarde bem passada em frente à televisão para os fãs mais nostálgicos.

Cowabunga!!

 

 

 

 

09. Conan, The Barbarian – Conan, o Bárbaro (John Milius, 1982)

Era a época de ouro para o grande ícone dos Action Heroes dos Anos 80, Arnold Schwarzenegger. Arnold vestiu a pele da personagem criada por Robert E. Howard no princípio do século XX e o resultado foi um filme recheado de acção e fantasia onde o mais bárbaro dos heróis contava com a ajuda de guerreiros distintos que se cruzavam com ele ao longo da história.

Edward R. Pressman, um dos produtores mais influentes da década de 80, deu ao ex-Governador da Califórnia a oportunidade de emprestar os seus músculos à figura de espada em punho, no que viria a ser o seu primeiro êxito frente às cameras. Um filme para ver e rever e já com excelente qualidade na edição Blu-Ray.


 

 

 

 

08. The Incredible Hulk – O Incrivel Hulk (Louis Leterrier, 2008)

Ang Lee deixou na sua adaptação de 2003 uma ideia partilhada por outros cineastas, de que super heróis são sinónimo de banda desenhada, apresentando a montagem final como de vinhetas se tratasse, não separando o lápis dos 35mm, tornando por vezes as cenas algo caóticas.

Em 2008, o Francês Louis Leterrier (Transporter, Clash of Titans) deu-lhe um toque mais realista e emocional, não se tratando de uma sequela mas sim de um, hoje em dia habitual, reboot. O Incrível Hulk esmagou de forma abominável o seu antecessor, uma vez que as personagens estão muito mais bem cuidadas no argumento, fazendo-nos realmente importar com elas, e até mesmo o CGI do monstro verde está muito mais realista.


 

 

 

07. Sin City – A Cidade do Pecado (Robert Rodriguez e Frank Miller, 2005)

Quem diria que o El Mariachi Robert Rodiguez pegasse na obra de Frank Miller e juntamente com este último adaptassem os quadradinhos para o grande ecrã? Pensando que de Spy Kids (Robert Rodriguez, 2001) até à cidade do pecado vai uma grande diferença, mas nada que o Texano multifunções não fizesse!

Quem conhece a Obra vai identificar cada frame da pelicula visto que foi uma das adaptações mais fiéis feitas até à data. Contudo, o uso a quase 100% de green screen e de efeitos visuais fazem perder um pouco a sensação de realidade, mas fora isso, e como ja referi, cada vinheta de Sin City está fielmente adaptada, contendo um estilo noir inovador relembrando as décadas de 40 e 50 e um elenco grandioso, que faz com que este filme seja adorado por muitos e odiado por outros!


 

 

06. Watchmen – Os Guardiões (Zack Snyder, 2009)

Depois de visualmente impressionar com 300, Zack Snyder segue a sua carreira como um dos maiores realizadores deste milénio com Watchmen, adaptado da obra de Alan Moore. O filme mantém a mesma linha visual onde a direção de fotografia, bastante colorida e ostentada por tons negros, está muito bem equilibrada entre a realidade e a ficção.

Quer o autor da banda desenhada queira ou não, o filme tem um bom argumento comprimindo na perfeição as 12 edições dos quadradinhos. A isto junta-se um elenco genuinamente desconhecido e efeitos visuais grandiosos, tal como já nos tinha dado a conhecer com os Espartanos de Frank Miller e, voilá, uma obra prima de encher o olho!


 

 

 

 

05. Blade – O Caçador de Vampiros (Stephen Norrington, 1998)

Antes de andar a fugir ao fisco e a perder-se em filmes série B, Wesley Snipes referenciou a sua imagem no mais famoso caçador de vampiros do universo Marvel. Apesar dos inúmeros castings, David S. Goyer, conhecido pelos seus argumentos para filmes de acção, escreveu a adaptação já a pensar em Snipes, acabando este último por encarnar o personagem.

Stephen Norrington ficou a cabo da direção e apresentou a sua visão num filme que continha elementos que viriam a ser imitados futuramente. Esta longa metragem redefiniu um novo género de acção, bastante frenética, acompanhada de uma banda sonora electro/techno, tendo sido também aqui que vimos pela primeira vez a técnica de ‘bullet-time’, posteriormente baptizado pelos autores e realizadores de Matrix (Wachowski Bros. 1999) já com uma técnica mais avançada.

Blade é um filme por vezes um tanto gore , mas poderoso e é assim que merece um lugar na prateleira junto aos melhores filmes de acção dos últimos tempos!


 

 

 

04. The Crow – O Corvo (Alex Proyas, 1994)

Quando as histórias de vingança ja estavam em decadência eis que surgiu mais uma delas, mas num estilo bastante diferente e fantástico. The Crow – O Corvo, o último filme do filho de Bruce Lee, traz-nos pelas mãos de Alex Proyas um ‘ajustar de contas’ com a morte do proprio personagem, Eric Draven, e da namorada.

O ambiente negro da banda desenhada foi muito bem captado para o grande ecrã, mas para muitos, o filme tornou-se mais negro e tragico pelo que ocorreu durante as filmagens a Brandon Lee, quando uma bala ditou o fim do que tinha sido o mais emblemático filme da carreira do actor.

Depressa classificou-se num filme de culto, mas a sequela não passou de um flop de bilheteira e as restantes passaram directamente para DVD/VHS fazendo de Eric, a personagem de James O´Barr, ficar apenas marcada no filme original e infelizmente também pela tragédia nos bastidores.


 

 

 

 

03. Spiderman 2 – O Homem Aranha 2 (Sam Raimi, 2004)

Já lá ia o tempo em que o clássico Evil Dead (Sam Raimi, 1981) havia definido um novo género na categoria de terror, o que fez também que o seu autor/realizador ficasse conhecido por tal. Mesmo assim, Sam Raimi ainda se encontrava na secção oculta de cineastas com talento a ser reconhecido e o salto para a fama ocorreu em 2002 quando adaptou Spiderman.

Com um estrondoso sucesso nas bilheteiras as sequelas do aracnídeo eram inevitáveis e eis que surgiram Spiderman 2 e Spiderman 3. Filmes estes que continham uma boa mistura de acção, comédia, drama e fantasia, que tudo muito bem gerido deu ao trepador de paredes o que merecia: uma trilogia em grande escala!

E esta segunda entrega, pessoalmente, é a mais espectacular das três, que não fugiu à regra, mas acaba por levar mais uns pontos pela sequencia da luta entre o herói e o Dr. Octopus em cima de um comboio em movimento, que é simplesmente genial.


 

 

 

 

 

02. The Dark Knight – O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)

Christopher Nolan revelara-se em Memento como um original argumentista e realizador, sobretudo pela sua imaginação por vezes fora do contexto cinematográfico. A duvida ficou no ar quando lhe foi entregue o Cavaleiro da Trevas, mas o resultado foi uma abordagem mais realista do Homem-Morcego e das suas origens.

A sequela, ainda na fase de produção, deixou os fãs cépticos em relação ao actor de The Knight´s Tale (Brian Helgeland, 2001), Heath Ledger, interpretando o personagem Joker, mas Hollywood não é só feito de números e estrelas e mais uma vez uma fita ficou associada à trágica morte de um actor muito antes sequer da estreia. Para grande surpresa dos fãs, criticos e até mesmo da Academia, o malogrado actor surpreendeu tudo e todos, dando a Joker um perfil bastante mais insano e negro do que Jack Nicholson deu no Batman de Tim Burton.

Para quem gosta de acção pura e dura, este The Dark Knight é escasso, dando apenas espaço a um excelentissimo argumento pelos irmãos Nolan que aborda varias personagens como Harvey Dent/Two Face e o triangulo amoroso entre este, Rachel e Bruce Wayne.

Mas o melhor mesmo é Gotham city, que se destaca como palco principal onde Joker actua de forma demente e onde cada imagem e cada frase do Palhaço interpretada por Heath é fenomenal, que com uma interpretação levada ao extremo lhe valeu o póstumo Óscar de melhor actor secundário. The Dark Knight fica assim marcado como a melhor longa metragem do herói até à data!


 

 

 

 

01. Superman – SuperHomem (Richard Donner, 1978)

Sente-se um arrepio na espinha de cada vez que se ouvem os primeiros acordes do tema composto por John Williams nos créditos iniciais e é impossivel não ficar até ao fim da melhor adaptação do maior super herói de todos os tempos. Superman ficou imortalizado na imagem do até então desconhecido Christopher Reeve, que deu o carisma certo que o personagem merecia.

Numa época onde os efeitos visuais e especiais estavam muito longe de terem uma presença habitual como na maioria dos filmes de hoje em dia, Richard Donner dirigiu e Cristopher Reeve fez acreditar que um homem conseguia voar.

As Sequelas não tiveram grande impacto, mas mesmo assim aconselho a verem Superman 2 – Richard Donner Cut, melhor que o original de Richard Lester (a famosa cena onde o heroi lança a espécie de plastico com o seu logotipo, por exemplo, foi cortada).

Enfim, um filme imortal e obrigatório e que, passe o tempo que passe, é sempre perfeito ver Clark Kent procurar uma cabine telefónica para se transformar no homem de capa vermelha e salvar Lois Lane ou até mesmo confrontar os planos de Lex Luthor, sempre escoltado pelo tema instrumental do personagem.

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