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As coisas mais parolas do ano de 2011 pelos Parolos da Nono Express.

Chegamos à primeira semana de 2012 e as revistas/sites/blogs de várias especialidades degladiam-se para ver quem anuncia a lista essencial das coisas mais ‘docinhas’ que se fizeram no ano que passou.

Nós aqui no blog da ‘Comunidade’, achamos que essas listas não passam de um bando de palermices de malta que espera receber umas cópias à borla e decidimos iniciar este ano os grandiosos Trofeus “Os parolos da BD Portuguesa’.

Sim, esperamos imensas ameaças de morte depois de fazer isto (e até ficaremos tristes se não recebermos nenhuma), mas gostaríamos igualmente de lembrar os nomeados que decidirem passar das ameaças às acções, que se lembrem que, tal como escreveu Oscar Wilde, ‘Falem bem ou falem mal, o que interessa é que falem de vós (sim, estamos a fazer publicidade gratuita).’

E pronto, explicados os motivos para nos metermos nesta aventura, aqui vamos nós apresentar os vencedores (e razões para serem os vencedores) e prometemos que para o ano fazemos uma votação on-line, para não sermos acusados de não ouvirmos a voz do povo e de favorecermos este ou aquele candidato só porque é nosso inimigo pessoal.

Primeira Categoria – Editora Parola do Ano.

A vencedora desta categoria é uma casa editorial que se está pouco interessando para: o que se publica no nosso país; para a qualidade dos seus produtos ao chegar às mãos do consumidor final e com a opinião e desejos de quem segue religiosamente os seus títulos nas bancas.

Já adivinharam quem é? Exactamente é a ….

PANINI

Há quem lhe chame a salvadora do Zé Povinho que quer ler ‘histórias em quadrinhos’ a preço da uva mijona, mas nós conhecemo-la por ‘A Contrabandista’

Mais conhecida por publicar em todo o mundo Cadernetas de Cromos para jovens(e não só) Zombies; esta casa editorial é também a detentora dos direitos de publicação de tudo o que é Comics, Mangá e afins para metade da Europa e Brasil, e chegou ao nosso país em 2006 para dominar o mercado editorial de periódicos.

Desde então tem vindo a descarregar nas nossas bancas o que não se vende no mercado Brasileiro, em péssimo estado, sem qualquer noção de distribuição nacional (ainda há cidades / vilas onde não se vende BD desde o desaparecimento da Devir das bancas) e com um completo desprezo para com os que compram os seus títulos.

É grave quando uma editora que quer ser líder de mercado, responde com respostas automáticas aos e-mails que lhe são enviados, quando alguém tenta mostrar o seu desagrado com as más condições dos produtos distribuídos, ou até com pedidos de publicação de títulos significativos para o mercado nacional, que são distribuídos no Brasil, mas que não o são cá.

É triste também saber que o ponto de entrada de muitos jovens no mundo da Banda Desenhada é uma gigantesca máquina editorial, sem voz própria, dominada além fronteiras nacionais por executivos que nada mais fazem que mandar despejar o que lhes enche os armazéns nas nossas bancas, impedindo que editoras nacionais peguem nesses títulos e os publiquem, criando assim postos de trabalho nesta área (este último parágrafo foi um bocado ‘extrema direita meets extrema esquerda’, mas prometemos que daqui para a frente seremos totalmente anarquistas).

Segunda Categoria – Álbum Nacional mais Parolo.

Este foi um ano cheio de confusões nos diversos Trofeus da especialidade, em que não se soube muito bem em que categorias meter certos álbuns devido a ISBNs, tiragens ou proveniências editoriais dos mesmos, mas nós na Nono Express, não sabemos sequer o que é um ISBN e não ligamos a essas birrinhas e preciosismos editoriais (como dizia o saudoso Luiz Pacheco) e vamos ser directos e fofinhos nomeando para Àlbum Nacional Mais Parolo …

As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy – Volume 2 (Tinta da China Edições)

Somos os primeiros a admitir que foi difícil nomear só um e, na recta final, ainda tivemos indecisos entre o NewBorn – 10 Dias no Kosovo, do Ricardo Cabral (que não passa de um devaneio de ganzas) e o ‘As Incríveis Aventuras’, mas depois lemos com olhos bem parolos o segundo volume desta série e chegamos à conclusão que é a Banda Desenhada mais parola e cheia de lugares comuns que lemos durante todo o ano de 2011.

Damos uns pontinhos para o piscar de olhos à cultura nacional que os desenhadores, mesmo que Argentinos souberam reproduzir neste segundo tomo, mas todo o livro é um autêntico Endless Nameless Caos (sim, somos fãs de Nirvana), com personagens a aparecer não se sabe bem de onde, sem qualquer desenvolvimento das mesmas, com grandes ‘buracos’ no argumento e com o final mais ‘pãozinho sem sal’ que alguma vez vimos.

É nos difícil aceitar que este segundo volume paupérrimo seja o seguimento do primeiro livro que foi uma lufada de ar fresco no nosso panorama Bedéfilo, pois não passa de uma sequela, que parece ter sido feita à pressa para um dia destes agradar ao mercado mentecapto Norte-Americano, quando podia ter sido o grande livro de 2011.

Esperamos, muito sinceramente, um terceiro volume menos feito em cima do joelho, porque se há coisas que não gostamos são sequelas mal amanhadas, como todos os filmes de zombies do Romero são (sim, somos fãs do Carpenter e achamos o Romero um Tótó).

Terceira Categoria – Argumento Nacional mais Parolo.

Ao contrário de muita gente, nós veneramos argumentistas e sabemos quando lhe dar o devido valor, mas também os sabemos espicaçar quando é mesmo preciso. E assim sendo o vencedor desta categoria é …

‘O Pequeno Deus Cego’ de David Soares

A imagem foi fanada do blog do autor.

Passamos desde já a avisar que somos seguidores fiéis do argumentista em questão, e se o nomeamos é porque não compreendemos como é que alguém capaz de obras tão profundas como Sammahel, a Última Grande Sala de Cinema ou Mr. Burroughs é capaz de nos presentear com um álbum tão enfadonho e pobre como ‘O Pequeno Deus Cego’.

Já com o anterior Mucha (também na Kingpin Books) aqui os Parolos tinham ficado com um amargo de boca depois de ler esta obra; mas agora que se pretendia apresentar um trabalho memorável nesta casa editorial, não se compreende o porquê de uma obra tão desinteressante, que chega em certos momentos a roçar o vulgar (começar um livro com uma personagem a masturbar-se para cima de um sapo demonstra um claro desejo do autor de apenas chocar e não de inovar).

Esperamos para 2012 um regresso de David Soares às ‘origens’ e a saber aproveitar as oportunidades que a Kingpin Books lhe tem dado, quer em termos de edição (em termos técnicos o álbum está imaculado e a aposta no formato mais reduzido foi a mais acertada), quer em termos de artistas com quem David Soares tem tido a oportunidade de trabalhar nesta editora (Osvaldo de Sousa e Mário Freitas salvam e de que maneira ‘Mucha’ e o jovem talento Pedro Serpa é subaproveitado em ‘O Pequeno Deus Cego’).

Quarta Categoria – Arte Nacional mais Parola de 2011.

Esta foi a categoria onde houve uma extrema sintonia entre todos os jurados (pudera estava santola à borla na mesa) e o nomeado merece ser o vencedor não só pelo seu pouco talento na categoria em que o nomeamos, mas também pela incapacidade de quem o publica de ver que o artista precisa de voltar à escola de arte ou, quiça, enveredar por outras áreas.
Ora, sem mais demoras, o vencedor é …

Hugo Teixeira em ‘Mahou: Na origem da Magia’

Imagem fanada do blog Rua de Baixo

É verdade que o nomeado é um auto-didacta esforçado, mas não se entende como é que numa editora infalível como a ASA, não existe um editor/a que puxe as orelhas ao artista em causa e o obrigue a redesenhar vinhetas/páginas onde se pode ver claramente a incapacidade do artista em desenhar, por exemplo, seres humanos.

Se até os leitores Parolos (a.k.a.: nós, que nunca passámos da 4ª classe) encontram erros de anatomia (mesmo no estilo Mangá tem de haver respeito pela anatomia); perspectiva e continuidade (personagens que não conseguem manter as feições iguais de vinheta para vinheta, na mesma página), como é que passa debaixo de olhos treinados de editores experientes as verdadeiras calinadas artísticas que o desenhador Hugo Teixeira dá ao longo de todo um álbum?

O álbum Mahou: Na origem da Magia tinha tudo para começar uma série de sucesso no nosso país, pois vem explorar um filão muito apreciado pelos jovens leitores, a feitiçaria (Harry Potter, wink,wink), mas com uma arte assim tão pobre, não passa de uma grande desilusão.

As cores estão bem tratadas e apelativas (o ponto forte de Hugo Teixeira), o albúm apresenta um argumento competente (ainda que simples) por parte da argumentista/co-autora Ana Vidazinha; mas com um artista tão fraco, dificilmente esta série passará de uma nota de rodapé na história da Nona Arte em Portugal.

Percebe-se que a ASA aposta em Hugo Teixeira, um autor mais esforçado e cumpridor de prazos, porque ficou um pouco escaldada com os autores Filipe Andrade e Rui Lacas, que lançaram séries mais apelativas no ano de 2010, para logo em seguida as deixarem em banho maria e partirem rumo a outros projectos.

Mas mesmo assim não se justifica deixar passar tantos erros num produto, que provavelmente terá a sorte de ser apresentado em Angouléme, a outras congéneres da editora ASA, e que basicamente dirá ao resto da Europa que o artista Hugo Teixeira é o melhor que temos no nosso país, quando não o é.

Quinta Categoria – Revista sobre Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Sabemos muito bem que com o advento da internet é cada vez mais difícil publicar um periódico sobre Nona Arte e conseguir fazê-lo aguentar, mas quando se é quase o único a fazê-lo, pede-se, no mínimo, aos responsáveis pelo mesmo, que tentem ser abrangente em termos de público e que não se encostem à sombra da bananeira.

E assim sendo, na nossa singela opinião, o mais parolo do ano neste categoria é o …

BD Jornal (Pedro No Charco edições)

Imagem fanada do google

O que é que é pior que não existir nenhum periódico sobre BD no nosso país?

É existir uma revista como o BD Jornal que em quase seis anos de existência, peca por ser o meio de comunicação mais enfadonho que já existiu na Nona Arte.

É verdade que está quase a chegar às trinta edições, um feito no nosso mercado actual, mas se são os próprios responsáveis pela revista que dizem que é cada vez mais difícil vender a dita cuja, não será tempo de pensar bem nas causas e arranjar uma solução para esse marasmo?

Pelos últimos dois números publicados este ano, parece que a equipa que o cria considera que não vale a pena tentar tornar o BDJornal mais chamativo, e a desculpa parece ser sempre a mesma, a crise, mas muito sinceramente vemos cada vez mais revistas dedicadas ao público jovem a aparecer nas bancas e nenhuma se queixa da crise.

Não será tempo de apostar num design interior mais apelativo, ao invés dos simples e verdadeiros monólitos de texto que preenchem as páginas desta revista?

Definitivamente, o BD Jornal tem de levar com uma revitalização nos queixos ou então qualquer dia a revista desaparece de vez, ao invés de captar o público que é necessário, os mais jovens.

Não basta estar nos escaparates de vendas das FNACs como esteve em 2011, há também que prender a atenção dos diversos públicos que se podem interessar pela revista, bastando que para isso se aposte na qualidade gráfica ao invés de apenas na quantidade/qualidade textual.

E já agora, será que o acordo ortográfico também chegou ao critério de escolha de autores a publicar nas páginas do BD Jornal?

É que eu ainda sou do tempo em que o BD Jornal (ainda formato gigante) se orgulhava de ser a publicação que mais autores Portugueses publicava, e neste momento não passa de um refugo de autores Brasileiros de qualidade duvidosa.

Sexta Categoria – Iniciativa relacionada com Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Conhecemos um gajo meio marado na margem sul do Tejo que costumava dizer, “Na música Portuguesa há uma ‘mafía’ que não deixa ninguém ser conhecido a não ser eles’. Aos malucos dizemos sempre que sim, mas nunca pensamos que essa ‘mafía’ um dia chega-se à Nona Arte. Assim sendo, a vencedora desta categoria é nada menos, nada mais que …

Colecção Grande Grupos Musicais Portugueses (Tugaland)

Imagem fanada do site da editora

É verdade que iniciativas que permitam a bons autores nacionais serem publicados no nosso país são sempre de louvar, o problema é que quando as iniciativas servem só para engraxar sapatos que já estão mais que engraxados.

Será que a editora Tugaland não podia ter antes dado a oportunidade a esses bons autores nacionais de publicarem obras suas, no formato luxuoso em que foi apresentada esta colecção?

Os autores são muito bons, mas mereciam melhor que contar a história de grupos musicais Portugueses, que como todos sabemos são as únicas musiquitas Portuguesas que passam na RFM. É basicamente uma colecção de historietas glamourizadas, que tem como único intuito tentar mostrar aos olhos das novas gerações que essas bandas comerciais afinal são umas porreiraças (agora até parecíamos o Lester Bangs).

Chega de explorar os nossos autores com projectos mediocres, e plagiando o nosso PR pedimos: “Deixem-nos criar!”

Sétima Categoria – Evento de Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

Mais uma categoria onde reinou a unanimidade (já havia champanhe na mesa), e já há muitos anos que o queríamos nomear…

AMADORA BD

Um festival onde para entrar de borla bastava lá chegar com umas cuecas na cabeça tem tudo para ser o evento mais parolo do ano.

Mas falando mais a sério, este ano até deram primazia aos autores nacionais, mas o motivo para usar a prata da casa foi apenas o corte no orçamento milionário, por parte da Câmara Municipal da Amadora.

Assim meteu-se um travão aos convites desenfreados a autores que ninguém conhece, de latitudes mais que estranhas (ainda que se tenha continuado a convidar viúvas de autores) e lá se elevaram os Portugueses a Reis/Rainhas da festa; mas o pior é que mesmo com um corte no orçamento, este continua a ser desperdiçado em contra-placados, ao invés de se melhorar aquilo de que há alguns anos para cá toda a gente vem a apontar e que parece escapar à organização deste certame, que há ano após ano vai perdendo cada vez mais público.

Valha-nos o Festival Internacional de Beja, que de ano para ano nos vai fazendo acreditar que é possível fazer um festival de Banda Desenhada competente no nosso país.

Oitava Categoria – Filme relacionado com Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

De há uma década para cá, todos os anos temos direito a uma ou duas adaptações de uma Banda Desenhada para o celulóide, este ano tivemos um boom (cinco filmes de BD) e estivemos quase a nomear o Lanterna Verde, mas no último instante decidimos que o parolo máximo nesta categoria teria de ser…

AS AVENTURAS DE TIN-TIN

O que é que é consegue ser pior do que todas as piores adaptações jamais feitas?

Resposta, um filme completamente rodado com recurso à técnica de motion-capture, que vem reciclar uma história do Tin-Tin que já foi mais que recontada (O Tesouro do Licorne de Ouro) e que para nada mais serviu do que para vender uns quantos bonequinhos minúsculos a preços proibitivos à criançada.

Deixem a criação do senhor Hergé em paz, só vos fazia bem. O filme foi enfadonho, ponto final sem direito a parágrafo.

Nona Categoria – Loja de Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Com esta categoria arriscamo-nos a ser banidos para sempre da mesma, mas uma vez que já fechou não há que ter grandes medos, a vencedora desta categoria é…

Loja ‘O Lobo Mau’

A loja que ganha esta categoria já foi a MELHOR livraria de Banda Desenhada em Portugal, mas quando era a MELHOR também era conhecida por CENTRAL COMICS.

Quando apareceu, esta livraria veio mostrar às duas maiores livrarias especializadas em Banda Desenhada no nosso pais que havia um sítio onde os clientes recebiam um serviço excelente sem terem de ser objecto de chulice.

Durante alguns anos conseguiram oferecer um serviço sem falhas, com preços justos e com direito a diversas iniciativas, que deram alguma cor ao panorama nacional da Nona Arte (sendo a mais significativa de todas os Trofeus Central Comics), mas o mercado começou a tornar-se difícil e os tempos negros começaram a chegar.

Infelizmente, o que é bom não dura para sempre e em 2010, a loja mudou as suas instalações, e ao mesmo tempo mudou também de nome, o que lhes causou uma perca volumosa de clientes e apagou de vez a identidade de uma livraria que, à sua maneira, fez muito por todos os que lêem Banda Desenhada em Portugal.

Porque a consideramos então a mais Parola do Ano?

Porque neste últimos meses de existência a livraria, para além de ter passado a ser uma loja de merchandizing sem identidade própria, descurou os seus serviços, passando a ser uma sombra da grande livraria que já tinha sido e pior ainda foi o comunicado que emitiram aquando do seu fecho definitivo para justificar a desistência.

Não há nada pior que por as culpas nos outros, mas foi o que eles fizeram ao considerarem que uma das principais razões para o fecho da loja foi o facto de outras pequenas livrarias não se aliarem a eles em prol de um objectivo comum.

Para nós, isso foi o derradeiro canto de um cisne muito amargurado, porque não há nada pior que tentar justificar as nossas falhas com terceiros, que pouco ou nada tem a ver com as suas próprias incapacidades.

Recordaremos com respeito a livraria Central Comics, mas não teremos nem um pouco de saudades da ‘O Lobo Mau’.

Décima Categoria – Blog sobre Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

Sendo nós especialistas no que a Blogs de BD e afins concerne, consideramo-nos a única autoridade nacional, com conhecimentos suficientes para nomear o mais parolo nesta categoria (O Mestre Geraldes Lino sabe mais que nós, mas não pode ser cá do gangue, porque não é parolo).
E sem mais delongas o vencedor, na categoria mais importante destes trofeus, é …

Blog ‘Nono Express / Comunidade Bedéfila – o blog de quem respira BD.’

Sim, é verdade somos os mais Parolos e desafiamos quem quer que seja a considerar o seu blog mais Parolo do que o nosso. Toma lá que já almoçaste.

Para o ano há mais amiguinhos (sim, que nós não vimos a porra do filme do 2012)

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Revista On-line sobre Banda Desenhada e muito mais.

13 responses »

  1. Ao bloguista mais parolo respondo ao seu comentário também parolo.

    Quem me conhece sabe que defendo a Panini com unhas e dentes e vou mais uma vez fazê-lo.

    “e chegou ao nosso país em 2006 para dominar o mercado editorial de periódicos.”

    Caso não saiba, a intenção da Panini nunca foi de dominar nada. Decidiram vir colmatar uma ausência de bd nas bancas. Tinham contrato pra vir distribuir o material de Maurício de Souza em Portugal e aproveitaram e decidiram fazer o mesmo com algumas publicações Marvel, DC e agora com 1 manga.

    “Desde então tem vindo a descarregar nas nossas bancas o que não se vende no mercado Brasileiro, em péssimo estado”

    É mentira, pelo menos aonde eu vivo, onde praticamente todas as revistas chegam em estado de razoável a muito bom.

    “sem qualquer noção de distribuição nacional (ainda há cidades / vilas onde não se vende BD desde o desaparecimento da Devir das bancas)”

    Aqui a responsabilidade não é da editora, mas sim da distribuidora. Se a distribuidora não faz bem o seu trabalho, esperam que a divisão portuguesa da Panini – que acho que é meramente um escritório situado algures – vá de terriola em terriola a ver se têm lá as suas publicações?! Já disse isto muitas vezes em fóruns – mandem mails à distribuidora: assistencia@logista.pt – saibam os pontos de venda mais próximos das vossas áreas de residência, sugiram pontos de venda, etc…

    “ou até com pedidos de publicação de títulos significativos para o mercado nacional, que são distribuídos no Brasil, mas que não o são cá.”

    Esta é uma situação que também não me agrada, mas tento encará-la por outra perspectiva. Existe uma loja on-line portuguesa conhecida como Casa da BD que vende todas as publicações Panini. Se a Panini distribuísse todos os seus títulos nas bancas, a Casa da BD perdiria muito das suas vendas, e o senhor que nela trabalha provavelmente teria de mudar de negócio, especulo eu.

    ” impedindo que editoras nacionais peguem nesses títulos e os publiquem”

    Aqui está uma mentira das grandes. A Devir e a BD Mania publicam ou publicaram títulos da Marvel, simultaneamente que a Panini dispõe os seus títulos nas bancas. Se as ditas editoras ou outras não pegaram em mais material da Marvel, foi porque as mesmas não o quiseram, ou mais provavelmente, não tinham capacidade financeira pra tal. Eu se tivesse uma editora e tivesse capital e quisesse publicar Marvel e apresentasse à Panini um plano que a mesma concordasse, acho que eu teria as portas abertas pra publicar Marvel em português de Portugal. Já em relação à DC – Wildstorm e Vertigo, a Panini detém os direitos para a língua portuguesa e também não tem autorização da própria DC, que lhe permita ceder direitos de material da mesma, a outras editoras sejam portuguesas ou brasileiras.

    Concluo dizendo algo que já disse antes, e goste-se ou não do trabalho da Panini e das suas publicações, há que admitir que se não fosse ela, a bd nas bancas em Portugal era ZERO.

    Responder
  2. Caro Reignfire,

    Não me diga que é adepto da frase ‘Lisboa é Portugal e o resto é paisagem’ de Eça Queirós?

    Nós não somos e pássamos a enumerar as razões através dos seus apontamentos.

    1º “É mentira, pelo menos aonde eu vivo, onde praticamente todas as revistas chegam em estado de razoável a muito bom.”

    Ainda bem que explicitou com o ‘onde vivo’, pois no resto do país (e quanto mais interior for, pior é o estado das edições) a situação não é esta.

    2º “A divisão Portuguesa da Panini – que acho que é meramente um escritório situado algures – vá de terriola em terriola a ver se têm lá as suas publicações?! ”

    Mais razão nos dá meu caro.

    A editora tem interesse ‘zero’ em quem compra, porque se havia coisa que as anteriores editoras tinham era conhecimento dos pontos de venda dos seus produtos.

    A Panini é poderosa o suficiente para controlar esses aspectos por si própria. Em Italia e Espanha a Panini distribui-se a si própria. Porque não faz ela o mesmo em Portugal? Não a tome por vítima, caro visitante.

    3º “Existe uma loja on-line portuguesa conhecida como Casa da BD que vende todas as publicações Panini. Se a Panini distribuísse todos os seus títulos nas bancas, a Casa da BD perdiria muito das suas vendas, e o senhor que nela trabalha provavelmente teria de mudar de negócio,”

    Antigamente havia um provérbio bedéfilo que versava o seguinte: “A BD é para todos, dos 8 aos 88”

    Penso que quando começou a ler BD, lhe bastava ir a uma qualquer papelária para adquirir uma revista, certo?

    Se não vivesse onde vive e se lhe dissessem nessa altura – “Olha se queres ler BD, tens de ir pedi-la numa loja on-line em que o requisito básico para comprares é que tenhas mais de 18 anos e uma conta bancária.” – ficaria motivado para começar a ler BD?
    Ou voltava para ao pé dos outros miúdos e ia jogar à bola e comprar um calipo com o dinheiro da BD?

    Como se sentiria o jovem Reignfire, sabendo que o que mais gostava de fazer lhe estava vedado por não ter internet, conta bancária ou uma mesada avultada (sim, que não são baratos os preços dessa loja)?

    A Banda Desenhada é a arte do povo, deve estar acessivel a todos e não deve estar concentrada nos pontos onde a densidade populacional é maior.

    4º “A Devir e a BD Mania publicam ou publicaram títulos da Marvel, simultaneamente que a Panini dispõe os seus títulos nas bancas. Se as ditas editoras ou outras não pegaram em mais material da Marvel, foi porque as mesmas não o quiseram, ou mais provavelmente, não tinham capacidade financeira pra tal.”

    Ora, lá temos de novo de discordar.

    Sabe o porquê da Devir ter deixado de publicar em 2005? Porque a Panini lhe retirou os direitos de publicação para o nosso país por as vendas serem reduzidas e porque, provavelmente, o dinheiro não lhes entrava directamente nos cofres.

    Já a BD Mania publica o que quer, mas se pudessem provavelmente iriam preferir fazer o negócio directamente com a Marvel e DC pois teriam controlo total no seu trabalho editorial e um retorno economico total.

    Lá porque a Devir publicou agora o Wolverine, não quer dizer que haja só agora um interesse por parte da editora; este foi simplesmente um título do qual esta casa editorial conseguiu garantir os direitos de publicação em 2005 (porque provavelmente já os tinham pago) e que agora tiveram a possibilidade de o publicar.

    Digo-lhe até mais, uma editora que escarrapacha nas capas dos seus livros ‘Em Português de Portugal’ não acredito que morra de amores pela situação editorial que se vive neste momento no nosso país.

    Obrigado pela sua visita e pelas sua palavras.

    Antenciosamente,

    Capitão Parolo.

    Responder
  3. “Ainda bem que explicitou com o ‘onde vivo’, pois no resto do país (e quanto mais interior for, pior é o estado das edições) a situação não é esta.”

    Por acaso andou a fazer uma pesquisa pelos 300 e tal municípios portugueses a ver o estado das publicações? Ou foi directamente ao armazém da Logista constatar este facto, humm?

    “A editora tem interesse ‘zero’ em quem compra, porque se havia coisa que as anteriores editoras tinham era conhecimento dos pontos de venda dos seus produtos.”

    Sim, é verdade essa questão do desinteresse. Mas o que a distingue das outras editoras, é que esta praticamente não está sedeada em Portugal, mas em Espanha. E como seria de esperar, não estão minimamente preocupados com o paízeco que está ao lado. Apenas limitam-se a cumprir os objectivos que a editora-mãe italiana lhes manda cumprir.

    “A Panini é poderosa o suficiente para controlar esses aspectos por si própria. Em Italia e Espanha a Panini distribui-se a si própria. Porque não faz ela o mesmo em Portugal?”

    Porque se calhar a Panini não tem uma estrutura empresarial sólida montada em Portugal para o fazer e porque não é financeiramente viável, e preferem deixar isso com uma distribuidora nacional.

    “Sabe o porquê da Devir ter deixado de publicar em 2005? Porque a Panini lhe retirou os direitos de publicação para o nosso país por as vendas serem reduzidas e porque, provavelmente, o dinheiro não lhes entrava directamente nos cofres.”

    Quem ler este seu comentário há-de ficar a pensar que a Devir cancelou as suas publicações por culpa da Panini. Errado. A Devir deixou de publicar porque estava a vender mal as suas publicações. E o que a Panini fez quando viu que a Devir tinha estagnado, apenas passou os direitos de preferência para a BDMania. A Devir sempre teve a possibilidade de editar Marvel após 2005. Se não o fez, foi porque as suas condições financeiras não o permitiam.

    Responder
  4. ‘Por acaso andou a fazer uma pesquisa pelos 300 e tal municípios portugueses a ver o estado das publicações? Ou foi directamente ao armazém da Logista constatar este facto, humm?’

    Muitas vezes basta conhecer um exemplo, mas sim, entre os três, que fizemos estas nomeações, passamos por muitos sítios e conseguimos constatar que os produtos vêm em mau estado e algumas vezes até com páginas trocadas, capas completamente amachucadas e muitas vezes furadas e rasgadas.

    Podemos considerar que a culpa será dos que vendem, mas quando questionados esses respondem-nos sempre: ‘O que está aí, foi o que nos chegou.’

    O que o Reignfire não está a entender é que se é para andarmos a receber esmolas, preferimos não comprar, mesmo que as edições sejam baratas.

    Preferimos assim gastar o nosso dinheiro em boas edições nacionais como as que a Devir, BD Mania e muitas outras editoras produzem e ajudar, mesmo que microscopicamente, a economia nacional.

    Responder
  5. “e algumas vezes até com páginas trocadas”

    Sim. Infelizmente também já me aconteceu comprar uma edição com páginas repetidas. Mas é a tal coisa – estas edições com defeito – que não são todas, são alguns exemplares -apanhamo-la nós mas também há-de ter acontecido o mesmo com os brasileiros, de certeza. Eu vou ao quiosque e pude trocar a revista. Não pensem que a Panini envia estas edições com defeito de propósito pra cá. São coisas que infelizmente acontecem.

    “O que o Reignfire não está a entender é que se é para andarmos a receber esmolas, preferimos não comprar, mesmo que as edições sejam baratas.”

    Nem toda a gente pensa assim. Há quem goste e compre e está minimamente satisfeito por esta esmolinha de 870 a 1000 páginas por mês de bd, que chega com regularidade mensal e é a um preço acessível. Há quem não goste, olha, come menos.

    “Preferimos assim gastar o nosso dinheiro em boas edições nacionais como as que a Devir, BD Mania e muitas outras editoras produzem”

    Quem ler o seu comentário há-de ficar a pensar que as editoras portuguesa são muitas e publicam muito. Em termos de comics em 2011 saiu pela Devir – 4, G-Floy – 2, BDMania – 0. O que dá um tpb a cada 2 meses. Podia ser pior.

    Responder
  6. Não se esqueçam que a Panini em Portugal não é uma editora, mas sim uma importadora.

    Os produtos da Panini são produzidos nos Brasil e não em Portugal.

    Assim, a Devir, a G Floy e as outras editoras nacionais são mais editoras que a Panini porque operam em Portugal e têm eles próprios todo o trabalho de edição.

    Responder
  7. “Não se esqueçam que a Panini em Portugal não é uma editora, mas sim uma importadora.

    Os produtos da Panini são produzidos nos Brasil e não em Portugal.”

    Sim, mas toda a gente sabe isso. E porque é que o são? Porque eles mais que ninguém sabem que lançar em bd em Portugal é prejuízo certo e dos grandes, e é por isso que eles não se aventuram a publicar cá material. E eles mandam pra cá as sobras porque são obrigados a isso, nem que seja pra efeitos de prestígio de marca. Ou seja, interessa à Marvel , DC e à própria Panini – não refiro especificamente a Panini Espanha ou a brasileira, mas a editora-mãe italiana – poder ver visto confirmado no terreno, que são representados em toda a América Latina e Europa, seja em trabalho editado ou importado.

    Responder
  8. Bem, aqui fica a minha opinião como um mero outsider (com alguma dor de corno)
    O que faz falta aos produtores de BD, S é o consumo de álcool. Existe demasiada seriedade para “coisas” sem pertinência, patrocinadas pelas lojas do costume …refiro-me às grandes editoras jornalísticas que por aí abundam bem como aos blogs hiper-profissionais eloquentes e quase convincentes que retiram a assertividade ao juízo dos calhamaços (edições de autor) camuflados em coisas fofinhas- sérias com veleidades anti -imperialistas para os parolos, com ou sem álcool!
    Algures entre os anos 80 e 90 (antes é provável que também tenha existido) houve realmente em Portugal uma genuína intenção de abordar a BD com alguma seriedade, digna até de galerias, umas boas, outras foleiras à brava (evidentemente algo que só se tornou realidade em países cultos) mas a cambada que fica velha desconfia do super profissionalismo e da bondade dos seus argumentos.
    O excesso de mangas ou marveis levou à falência técnica da banda desenhada franco-belga na Europa (ironia barata) assim como de todos os pressupostos de algum conforto literário por isso perdoem-me se eu não consigo ser tão conveniente como o necessário.
    Gostei da linguagem deste blog, parece-me que ameaça ir por caminhos sérios embora os alvos a abater provavelmente dirão de sua justiça, das maneiras mais mansas mas nem por isso mais doces.

    Responder
  9. “Assim, a Devir, a G Floy e as outras editoras nacionais são mais editoras que a Panini porque operam em Portugal e têm eles próprios todo o trabalho de edição.”

    Dando uma achega esse argumento é falacioso porque essas editoras são tão Portuguesas como a Panini a tem a casa mãe no Brasil a 2a na Dinamarca,só que as Traduçoes G-floy são todas feitas pela 1a em Portugal,basta ver a graxa do Fell da G-floy a 1 Wolverine editado pela concorrencia.
    Para os mais esquecidos a Panini tambem traduziu 3 tpbs em Portugal em 2007,Homem Aranha Mk(Millar 1 de 2),Quarteto Fantastico O Fim,(Alan Davis)e o polemico Eternos(Gaiman,Romita Jr),produzidos em Espanha e traduzidos a Sul do Pais.
    Quanto as Polemicas sobras vejo/via falta de ousadia nos reduzidos titulos na destribuição pessima e claro o mau estado das sobras.

    Responder
    • Optimus, mas o que eu me referia mesmo era ao facto de a BD Mania, G-Floy, Devir e outras darem trabalho a profissionais da área (tradutores e designers também são profissionais da Nona Arte) enquanto que a Panini limita-se a importar os produtos do Brasil e a fazer traduções através do tradutor do google (lembram-se dos Eternals?), traduções estas da autoria de profissionais espanhois. Para mim, isto é laxismo da “editora” Panini.

      P.S.: Esses Homem-Aranha, Quarteto Fantastico, Demoidor e Ghost Rider de que fala são da ‘autoria’ da BD Mania (se a memória não me atraiçoa). Apenas os Eternals vieram da Panini Espanha.

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  10. Os tpbs panini portugal Homem Aranha Mk(Millar 1 de 2),Quarteto Fantastico O Fim,(Alan Davis)e o polemico Eternos(Gaiman,Romita Jr),são todos Impressos e tem editados em Espanha e apenas a tradução é tuga do sul porque foram SUB- contratados,.

    “Esses Homem-Aranha, Quarteto Fantastico, Demoidor e Ghost Rider de que fala são da ‘autoria’ da BD Mania”

    Não estas confuso o que tem em comum é a tradução ser feita pela tal loja e coleção ter o mesmo nome 100% Marvel as tal loja eram e impressos e editados pela Panini Italia sairam tambem 3 Ultimate Iron Man (Orson Scott Kard e Kubert 1 de 2),Ghost RideR (Ennis,Crain),Demolidor Pai (Quesada),são tão nacionais como os da Panini e da G-Floy,importados com traduçoes nacionais,
    A unica revista com tradução Google é o Espetacular H.A.da Panini tambem produzido em Espanha e disponivel em qualquer QUIOSQUE ou Continente.
    Produtos 100% Nacionas são os Scott Pilgrim da Booksmile aonde tudo é feito aqui,ou o Off Road Da Kingpin ou alguns albuns fb da ASA.

    “Optimus, mas o que eu me referia mesmo era ao facto de a BD Mania, G-Floy, Devir e outras darem trabalho a profissionais da área (tradutores e designers também são profissionais da Nona Arte) enquanto que a Panini limita-se a importar os produtos do Brasil e a fazer traduções através do tradutor do google ”

    Mas ai é que está a tal falacia.
    A Panini tal como qualquer editora busca o lucro obvio que apenas faz o que sai mais barato para ela,porque se desse para editar revistas em Portugues de Portugal eles editavam como tentaram com os tpbs em 2007,mas não vejo as mesma critica quando por exemplo o Iron Man ficou na Metade ou Novos/Astonishing X-men ficaram sem fim,como é tradução nacional tá tudo sempre bem toca a andar venham mais.

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  11. Um pouco atrasado mas aqui vai,

    Não sei se a culpa é da Panini, mas eu tenho saudades dos tempos (acho que da Abril) em que encontrava Bd da Disney e do Mauricio e também da Marvel mais DC nas bancas de qualquer quiosque do país. Acho que a Devir quando apareceu teve a infeliz ideia de seguir a onda internacional em que edições mais caras passaram a ser mais a norma do que a excepção, e claro que isso, tal como aconteceu lá fora, acabou por reduzir bastante o numero de clientes.
    Apesar de se dizer que os miudos já não lêem tanto hoje em dia porque têem playstations e etc, a maior parte do pessoal esquece-se que aqui há 20 anos atrás a BD ainda era vendida em Portugal como foi vendida nos Estados Unidos durante muitos anos e também no Japão. Ou seja, papel muito mais barato, capas que não eram duras, enfim o conteudo da história e da arte é que interessava e não a embalagem em si. A BD nunca vai voltar a estar nos quiosques enquanto os albuns de BD andarem nos preços que se praticam hoje. Isto parece mal dizer mas as TvGuias andam-se a vender a 3€. Lembro-me bem de ir a quiosques e ver as TvGuias mais caras do que as Bds que comprava. A culpa é portanto também dos leitores, pois aquele estigma de que a sociedade vê a Bd como algo só para crianças nunca os vai abandonar totalmente, e portanto toca de respeitabilizar as edições, faça-se algo que se pareça mais com um romance ou assim em termos de aspecto exterior que eles compram. Apesar de gostar de graphic novels, o ridiculo a que isto chegou não lembra a ninguém. Hoje em dia tem tudo direito a edição requintada porque se não fôr assim o publico não compra. Depois olha, queixem-se dos preços. Enfim…

    Mas pronto, à frente…

    Agora falando de coisas mais interessantes, concordo totalmente com a ‘Quarta Categoria – Arte Nacional mais Parola de 2011.’ . Quero confessar aqui que quando vi o Album do Hugo Teixeira à venda na Fnac tomei uma decisão: – Hei-de publicar uma Bd ou este ou no próximo ano. A sério, já percebi que o rapaz além de boa onda também é esforçado mas, nunca vi nada assim. E concordo plenamente, não há ninguem na editora que veja aquilo??? E ainda por cima tentam justificar que está com um visual que é para o publico infantil! Devem estar a brincar.

    Por fim, tenho andado a passear por blogs que falam de Bd Portuguesa. Devo dizer que este é o primeiro em que as pessoas parecem falar abertamente sem terem medo de ferir susceptibilidades. Eu sei que Portugal é pequeno e o pessoal conhecesse todo (ainda mais num meio pequeno que é o da BD) mas se as pessoas não criticam nem dizem o que pensam isto não pode andar para melhor.

    Parabéns ao blogueiro.

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  12. aconstantgardener

    Sejam bem vindo Luis…E não é só um blogueiro, mas vários.

    Responder

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