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CineKritik I

Speed Racer review por Rui Inácio

Depois de Robert Rodriguez, Frank Miller e Zack Snyder usarem e abusarem da técnica green-screen / blue-screen, era óbvio que os criadores da saga Matrix (Wachowski Bros., 1999) tentassem também essa mesma proeza.

O resultado: uma ‘bomba’ nas receitas de bilheteira com pouco mais de 90 milhões de dólares ganhos dos 120 milhões gastos na produção.

Speed Racer (Emile Hirsch) é um Ás ao volante do seu Mach 5 ao lado de Pops Racer (John Goodman), Mom Racer (Susan Sarandon), da namorada Trixie (Christina Ricci) e do misterioso Racer X (Mathew Fox). Tudo isto o vai levar ao lado mais oculto das corridas de alta velocidade!

Speed Racer foi severamente castigado na crítica e saiu a alta velocidade das salas de cinema. O problema em termos de box-office foi, dizem o seu visual muito infantil e um trabalho completamente diferente do que os irmãos Wachowski nos habituaram, levando o público a não acreditar no projecto. Mas o problema maior foi os próprios realizadores terem levado este filme demasiado a sério e ter levado com concorrentes de peso: Indiana Jones e a Caveira de Cristal (Steven Spielberg,2008); A Múmia – O Tumulo do Imperador Dragão (Rob Cohen,2008) e até mesmo o maior peso pesado, O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan,2008).

Aparte de algumas cenas mais infantis (Ninjas!), esta é de todo uma produção CGI a cargo de John Gaeta que trabalhou com os irmãos na saga de Neo, que com um visual bastante colorido vai buscar referências à banda desenhada original (com várias sobreposições de imagens até), e do próprio Animé que deu origem a este franchising.

É certo que se baseia numa história simples, mas que sem ser muito complexa acaba por nos cativar. Os actores têm uma prestação razoável (visto que não se trata de algo que puxe muito pela interpretação), estando o ponto forte nas cenas de acção: corridas espectaculares (que em certo ponto na prova ‘Casa Cristo’ faz lembrar os desenhos animados Wacky Races ) acompanhadas da excelente banda sonora de Michael Giacchino (The Incredibles; Mission: Impossible 3) que contem um toque de cartoon influênciada pelo feeling dos anos 60, o que faz deste Speed Racer puro entretenimento e nada mais.

Se são amantes do desporto automóvel, mantenham-se afastados de Speed e família, mas para quem gosta de entretenimento em quatro rodas sem puxar muito pela massa cinzenta, aconselho a dar uma espreitadela.

Cabe agora aos irmãos Wachowski voltarem a subir ao pódio, mas não com outro Speed Racer (o que para mim é uma pena) mas com algo que valha a pena esperar: Plastic Man? Outro Matrix? Quem sabe!

Dou-lhe 3,5 Vinhetas (em 5).

speed

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