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As coisas mais parolas do ano de 2011 pelos Parolos da Nono Express.

Chegamos à primeira semana de 2012 e as revistas/sites/blogs de várias especialidades degladiam-se para ver quem anuncia a lista essencial das coisas mais ‘docinhas’ que se fizeram no ano que passou.

Nós aqui no blog da ‘Comunidade’, achamos que essas listas não passam de um bando de palermices de malta que espera receber umas cópias à borla e decidimos iniciar este ano os grandiosos Trofeus “Os parolos da BD Portuguesa’.

Sim, esperamos imensas ameaças de morte depois de fazer isto (e até ficaremos tristes se não recebermos nenhuma), mas gostaríamos igualmente de lembrar os nomeados que decidirem passar das ameaças às acções, que se lembrem que, tal como escreveu Oscar Wilde, ‘Falem bem ou falem mal, o que interessa é que falem de vós (sim, estamos a fazer publicidade gratuita).’

E pronto, explicados os motivos para nos metermos nesta aventura, aqui vamos nós apresentar os vencedores (e razões para serem os vencedores) e prometemos que para o ano fazemos uma votação on-line, para não sermos acusados de não ouvirmos a voz do povo e de favorecermos este ou aquele candidato só porque é nosso inimigo pessoal.

Primeira Categoria – Editora Parola do Ano.

A vencedora desta categoria é uma casa editorial que se está pouco interessando para: o que se publica no nosso país; para a qualidade dos seus produtos ao chegar às mãos do consumidor final e com a opinião e desejos de quem segue religiosamente os seus títulos nas bancas.

Já adivinharam quem é? Exactamente é a ….

PANINI

Há quem lhe chame a salvadora do Zé Povinho que quer ler ‘histórias em quadrinhos’ a preço da uva mijona, mas nós conhecemo-la por ‘A Contrabandista’

Mais conhecida por publicar em todo o mundo Cadernetas de Cromos para jovens(e não só) Zombies; esta casa editorial é também a detentora dos direitos de publicação de tudo o que é Comics, Mangá e afins para metade da Europa e Brasil, e chegou ao nosso país em 2006 para dominar o mercado editorial de periódicos.

Desde então tem vindo a descarregar nas nossas bancas o que não se vende no mercado Brasileiro, em péssimo estado, sem qualquer noção de distribuição nacional (ainda há cidades / vilas onde não se vende BD desde o desaparecimento da Devir das bancas) e com um completo desprezo para com os que compram os seus títulos.

É grave quando uma editora que quer ser líder de mercado, responde com respostas automáticas aos e-mails que lhe são enviados, quando alguém tenta mostrar o seu desagrado com as más condições dos produtos distribuídos, ou até com pedidos de publicação de títulos significativos para o mercado nacional, que são distribuídos no Brasil, mas que não o são cá.

É triste também saber que o ponto de entrada de muitos jovens no mundo da Banda Desenhada é uma gigantesca máquina editorial, sem voz própria, dominada além fronteiras nacionais por executivos que nada mais fazem que mandar despejar o que lhes enche os armazéns nas nossas bancas, impedindo que editoras nacionais peguem nesses títulos e os publiquem, criando assim postos de trabalho nesta área (este último parágrafo foi um bocado ‘extrema direita meets extrema esquerda’, mas prometemos que daqui para a frente seremos totalmente anarquistas).

Segunda Categoria – Álbum Nacional mais Parolo.

Este foi um ano cheio de confusões nos diversos Trofeus da especialidade, em que não se soube muito bem em que categorias meter certos álbuns devido a ISBNs, tiragens ou proveniências editoriais dos mesmos, mas nós na Nono Express, não sabemos sequer o que é um ISBN e não ligamos a essas birrinhas e preciosismos editoriais (como dizia o saudoso Luiz Pacheco) e vamos ser directos e fofinhos nomeando para Àlbum Nacional Mais Parolo …

As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy – Volume 2 (Tinta da China Edições)

Somos os primeiros a admitir que foi difícil nomear só um e, na recta final, ainda tivemos indecisos entre o NewBorn – 10 Dias no Kosovo, do Ricardo Cabral (que não passa de um devaneio de ganzas) e o ‘As Incríveis Aventuras’, mas depois lemos com olhos bem parolos o segundo volume desta série e chegamos à conclusão que é a Banda Desenhada mais parola e cheia de lugares comuns que lemos durante todo o ano de 2011.

Damos uns pontinhos para o piscar de olhos à cultura nacional que os desenhadores, mesmo que Argentinos souberam reproduzir neste segundo tomo, mas todo o livro é um autêntico Endless Nameless Caos (sim, somos fãs de Nirvana), com personagens a aparecer não se sabe bem de onde, sem qualquer desenvolvimento das mesmas, com grandes ‘buracos’ no argumento e com o final mais ‘pãozinho sem sal’ que alguma vez vimos.

É nos difícil aceitar que este segundo volume paupérrimo seja o seguimento do primeiro livro que foi uma lufada de ar fresco no nosso panorama Bedéfilo, pois não passa de uma sequela, que parece ter sido feita à pressa para um dia destes agradar ao mercado mentecapto Norte-Americano, quando podia ter sido o grande livro de 2011.

Esperamos, muito sinceramente, um terceiro volume menos feito em cima do joelho, porque se há coisas que não gostamos são sequelas mal amanhadas, como todos os filmes de zombies do Romero são (sim, somos fãs do Carpenter e achamos o Romero um Tótó).

Terceira Categoria – Argumento Nacional mais Parolo.

Ao contrário de muita gente, nós veneramos argumentistas e sabemos quando lhe dar o devido valor, mas também os sabemos espicaçar quando é mesmo preciso. E assim sendo o vencedor desta categoria é …

‘O Pequeno Deus Cego’ de David Soares

A imagem foi fanada do blog do autor.

Passamos desde já a avisar que somos seguidores fiéis do argumentista em questão, e se o nomeamos é porque não compreendemos como é que alguém capaz de obras tão profundas como Sammahel, a Última Grande Sala de Cinema ou Mr. Burroughs é capaz de nos presentear com um álbum tão enfadonho e pobre como ‘O Pequeno Deus Cego’.

Já com o anterior Mucha (também na Kingpin Books) aqui os Parolos tinham ficado com um amargo de boca depois de ler esta obra; mas agora que se pretendia apresentar um trabalho memorável nesta casa editorial, não se compreende o porquê de uma obra tão desinteressante, que chega em certos momentos a roçar o vulgar (começar um livro com uma personagem a masturbar-se para cima de um sapo demonstra um claro desejo do autor de apenas chocar e não de inovar).

Esperamos para 2012 um regresso de David Soares às ‘origens’ e a saber aproveitar as oportunidades que a Kingpin Books lhe tem dado, quer em termos de edição (em termos técnicos o álbum está imaculado e a aposta no formato mais reduzido foi a mais acertada), quer em termos de artistas com quem David Soares tem tido a oportunidade de trabalhar nesta editora (Osvaldo de Sousa e Mário Freitas salvam e de que maneira ‘Mucha’ e o jovem talento Pedro Serpa é subaproveitado em ‘O Pequeno Deus Cego’).

Quarta Categoria – Arte Nacional mais Parola de 2011.

Esta foi a categoria onde houve uma extrema sintonia entre todos os jurados (pudera estava santola à borla na mesa) e o nomeado merece ser o vencedor não só pelo seu pouco talento na categoria em que o nomeamos, mas também pela incapacidade de quem o publica de ver que o artista precisa de voltar à escola de arte ou, quiça, enveredar por outras áreas.
Ora, sem mais demoras, o vencedor é …

Hugo Teixeira em ‘Mahou: Na origem da Magia’

Imagem fanada do blog Rua de Baixo

É verdade que o nomeado é um auto-didacta esforçado, mas não se entende como é que numa editora infalível como a ASA, não existe um editor/a que puxe as orelhas ao artista em causa e o obrigue a redesenhar vinhetas/páginas onde se pode ver claramente a incapacidade do artista em desenhar, por exemplo, seres humanos.

Se até os leitores Parolos (a.k.a.: nós, que nunca passámos da 4ª classe) encontram erros de anatomia (mesmo no estilo Mangá tem de haver respeito pela anatomia); perspectiva e continuidade (personagens que não conseguem manter as feições iguais de vinheta para vinheta, na mesma página), como é que passa debaixo de olhos treinados de editores experientes as verdadeiras calinadas artísticas que o desenhador Hugo Teixeira dá ao longo de todo um álbum?

O álbum Mahou: Na origem da Magia tinha tudo para começar uma série de sucesso no nosso país, pois vem explorar um filão muito apreciado pelos jovens leitores, a feitiçaria (Harry Potter, wink,wink), mas com uma arte assim tão pobre, não passa de uma grande desilusão.

As cores estão bem tratadas e apelativas (o ponto forte de Hugo Teixeira), o albúm apresenta um argumento competente (ainda que simples) por parte da argumentista/co-autora Ana Vidazinha; mas com um artista tão fraco, dificilmente esta série passará de uma nota de rodapé na história da Nona Arte em Portugal.

Percebe-se que a ASA aposta em Hugo Teixeira, um autor mais esforçado e cumpridor de prazos, porque ficou um pouco escaldada com os autores Filipe Andrade e Rui Lacas, que lançaram séries mais apelativas no ano de 2010, para logo em seguida as deixarem em banho maria e partirem rumo a outros projectos.

Mas mesmo assim não se justifica deixar passar tantos erros num produto, que provavelmente terá a sorte de ser apresentado em Angouléme, a outras congéneres da editora ASA, e que basicamente dirá ao resto da Europa que o artista Hugo Teixeira é o melhor que temos no nosso país, quando não o é.

Quinta Categoria – Revista sobre Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Sabemos muito bem que com o advento da internet é cada vez mais difícil publicar um periódico sobre Nona Arte e conseguir fazê-lo aguentar, mas quando se é quase o único a fazê-lo, pede-se, no mínimo, aos responsáveis pelo mesmo, que tentem ser abrangente em termos de público e que não se encostem à sombra da bananeira.

E assim sendo, na nossa singela opinião, o mais parolo do ano neste categoria é o …

BD Jornal (Pedro No Charco edições)

Imagem fanada do google

O que é que é pior que não existir nenhum periódico sobre BD no nosso país?

É existir uma revista como o BD Jornal que em quase seis anos de existência, peca por ser o meio de comunicação mais enfadonho que já existiu na Nona Arte.

É verdade que está quase a chegar às trinta edições, um feito no nosso mercado actual, mas se são os próprios responsáveis pela revista que dizem que é cada vez mais difícil vender a dita cuja, não será tempo de pensar bem nas causas e arranjar uma solução para esse marasmo?

Pelos últimos dois números publicados este ano, parece que a equipa que o cria considera que não vale a pena tentar tornar o BDJornal mais chamativo, e a desculpa parece ser sempre a mesma, a crise, mas muito sinceramente vemos cada vez mais revistas dedicadas ao público jovem a aparecer nas bancas e nenhuma se queixa da crise.

Não será tempo de apostar num design interior mais apelativo, ao invés dos simples e verdadeiros monólitos de texto que preenchem as páginas desta revista?

Definitivamente, o BD Jornal tem de levar com uma revitalização nos queixos ou então qualquer dia a revista desaparece de vez, ao invés de captar o público que é necessário, os mais jovens.

Não basta estar nos escaparates de vendas das FNACs como esteve em 2011, há também que prender a atenção dos diversos públicos que se podem interessar pela revista, bastando que para isso se aposte na qualidade gráfica ao invés de apenas na quantidade/qualidade textual.

E já agora, será que o acordo ortográfico também chegou ao critério de escolha de autores a publicar nas páginas do BD Jornal?

É que eu ainda sou do tempo em que o BD Jornal (ainda formato gigante) se orgulhava de ser a publicação que mais autores Portugueses publicava, e neste momento não passa de um refugo de autores Brasileiros de qualidade duvidosa.

Sexta Categoria – Iniciativa relacionada com Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Conhecemos um gajo meio marado na margem sul do Tejo que costumava dizer, “Na música Portuguesa há uma ‘mafía’ que não deixa ninguém ser conhecido a não ser eles’. Aos malucos dizemos sempre que sim, mas nunca pensamos que essa ‘mafía’ um dia chega-se à Nona Arte. Assim sendo, a vencedora desta categoria é nada menos, nada mais que …

Colecção Grande Grupos Musicais Portugueses (Tugaland)

Imagem fanada do site da editora

É verdade que iniciativas que permitam a bons autores nacionais serem publicados no nosso país são sempre de louvar, o problema é que quando as iniciativas servem só para engraxar sapatos que já estão mais que engraxados.

Será que a editora Tugaland não podia ter antes dado a oportunidade a esses bons autores nacionais de publicarem obras suas, no formato luxuoso em que foi apresentada esta colecção?

Os autores são muito bons, mas mereciam melhor que contar a história de grupos musicais Portugueses, que como todos sabemos são as únicas musiquitas Portuguesas que passam na RFM. É basicamente uma colecção de historietas glamourizadas, que tem como único intuito tentar mostrar aos olhos das novas gerações que essas bandas comerciais afinal são umas porreiraças (agora até parecíamos o Lester Bangs).

Chega de explorar os nossos autores com projectos mediocres, e plagiando o nosso PR pedimos: “Deixem-nos criar!”

Sétima Categoria – Evento de Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

Mais uma categoria onde reinou a unanimidade (já havia champanhe na mesa), e já há muitos anos que o queríamos nomear…

AMADORA BD

Um festival onde para entrar de borla bastava lá chegar com umas cuecas na cabeça tem tudo para ser o evento mais parolo do ano.

Mas falando mais a sério, este ano até deram primazia aos autores nacionais, mas o motivo para usar a prata da casa foi apenas o corte no orçamento milionário, por parte da Câmara Municipal da Amadora.

Assim meteu-se um travão aos convites desenfreados a autores que ninguém conhece, de latitudes mais que estranhas (ainda que se tenha continuado a convidar viúvas de autores) e lá se elevaram os Portugueses a Reis/Rainhas da festa; mas o pior é que mesmo com um corte no orçamento, este continua a ser desperdiçado em contra-placados, ao invés de se melhorar aquilo de que há alguns anos para cá toda a gente vem a apontar e que parece escapar à organização deste certame, que há ano após ano vai perdendo cada vez mais público.

Valha-nos o Festival Internacional de Beja, que de ano para ano nos vai fazendo acreditar que é possível fazer um festival de Banda Desenhada competente no nosso país.

Oitava Categoria – Filme relacionado com Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

De há uma década para cá, todos os anos temos direito a uma ou duas adaptações de uma Banda Desenhada para o celulóide, este ano tivemos um boom (cinco filmes de BD) e estivemos quase a nomear o Lanterna Verde, mas no último instante decidimos que o parolo máximo nesta categoria teria de ser…

AS AVENTURAS DE TIN-TIN

O que é que é consegue ser pior do que todas as piores adaptações jamais feitas?

Resposta, um filme completamente rodado com recurso à técnica de motion-capture, que vem reciclar uma história do Tin-Tin que já foi mais que recontada (O Tesouro do Licorne de Ouro) e que para nada mais serviu do que para vender uns quantos bonequinhos minúsculos a preços proibitivos à criançada.

Deixem a criação do senhor Hergé em paz, só vos fazia bem. O filme foi enfadonho, ponto final sem direito a parágrafo.

Nona Categoria – Loja de Banda Desenhada Mais Parola de 2011

Com esta categoria arriscamo-nos a ser banidos para sempre da mesma, mas uma vez que já fechou não há que ter grandes medos, a vencedora desta categoria é…

Loja ‘O Lobo Mau’

A loja que ganha esta categoria já foi a MELHOR livraria de Banda Desenhada em Portugal, mas quando era a MELHOR também era conhecida por CENTRAL COMICS.

Quando apareceu, esta livraria veio mostrar às duas maiores livrarias especializadas em Banda Desenhada no nosso pais que havia um sítio onde os clientes recebiam um serviço excelente sem terem de ser objecto de chulice.

Durante alguns anos conseguiram oferecer um serviço sem falhas, com preços justos e com direito a diversas iniciativas, que deram alguma cor ao panorama nacional da Nona Arte (sendo a mais significativa de todas os Trofeus Central Comics), mas o mercado começou a tornar-se difícil e os tempos negros começaram a chegar.

Infelizmente, o que é bom não dura para sempre e em 2010, a loja mudou as suas instalações, e ao mesmo tempo mudou também de nome, o que lhes causou uma perca volumosa de clientes e apagou de vez a identidade de uma livraria que, à sua maneira, fez muito por todos os que lêem Banda Desenhada em Portugal.

Porque a consideramos então a mais Parola do Ano?

Porque neste últimos meses de existência a livraria, para além de ter passado a ser uma loja de merchandizing sem identidade própria, descurou os seus serviços, passando a ser uma sombra da grande livraria que já tinha sido e pior ainda foi o comunicado que emitiram aquando do seu fecho definitivo para justificar a desistência.

Não há nada pior que por as culpas nos outros, mas foi o que eles fizeram ao considerarem que uma das principais razões para o fecho da loja foi o facto de outras pequenas livrarias não se aliarem a eles em prol de um objectivo comum.

Para nós, isso foi o derradeiro canto de um cisne muito amargurado, porque não há nada pior que tentar justificar as nossas falhas com terceiros, que pouco ou nada tem a ver com as suas próprias incapacidades.

Recordaremos com respeito a livraria Central Comics, mas não teremos nem um pouco de saudades da ‘O Lobo Mau’.

Décima Categoria – Blog sobre Banda Desenhada Mais Parolo de 2011

Sendo nós especialistas no que a Blogs de BD e afins concerne, consideramo-nos a única autoridade nacional, com conhecimentos suficientes para nomear o mais parolo nesta categoria (O Mestre Geraldes Lino sabe mais que nós, mas não pode ser cá do gangue, porque não é parolo).
E sem mais delongas o vencedor, na categoria mais importante destes trofeus, é …

Blog ‘Nono Express / Comunidade Bedéfila – o blog de quem respira BD.’

Sim, é verdade somos os mais Parolos e desafiamos quem quer que seja a considerar o seu blog mais Parolo do que o nosso. Toma lá que já almoçaste.

Para o ano há mais amiguinhos (sim, que nós não vimos a porra do filme do 2012)

From your man up in the North: Formatinhos de volta as papelarias, JÁ!

No passado mês de Outubro a Abril Jovem voltou a publicar Banda Desenhada de Super Heróis, depois de mais de uma década de inactividade.

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A editora Abril fundada por Victor Civita, começou por publicar no Brasil, no início dos anos 80 do século passado revistas em formato menor que os comics (o saudoso ‘formatinho’) que dominaram as ‘bancas’ durante mais de vinte anos.

No Brasil, assim como em Portugal, onde inicialmente se distribuíam as sobras do mercado Brasileiro, os leitores leram durante anos as aventuras dos super heróis Norte-Americanos em revistas como Heróis da Tv, Super Aventuras Marvel, Grandes Heróis Marvel, Super Powers, DC 2000, A Espada Selvagem de Conan, assim como revista relacionadas com diversas personagens principais das duas grandes editoras Norte Americanas (Marvel e DC).

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Nos inícios do século XXI por imposição das casas Mães dos títulos Norte Americanos publicados no Brasil, o formatinho foi proíbido e a Abril Jovem viu-se obrigada a apostar num novo formato, comic, que foi designado nesta antiga editora como o formato Premium. Tentou-se durante alguns meses a publicação neste formato e nos mesmos moldes de edição do formatinho, isto é, 4 histórias originais por edição Brasileira, mas o aumento dos preços afastou de vez o leitor alvo, as crianças e os adolescentes que viam no formatinho uma forma económica de ter acesso aos super-heróis favoritos e assim a Abril Jovem viu-se obrigada a passar o testemunho.

Em Portugal, ainda antes da passagem de direitos de publicação da Abril Jovem para a Panini no Brasil, a Abril Portuguesa foi adquirida pela ControlJornal de Pinto Balsemão, que em poucos meses de publicação desistiu da renovação dos direitos de publicação de toda a linha de Super Heróis deixando orfãos milhares de leitores no doloroso ano de 1997.

Em 1999 esses direitos foram adquiridos pela Editora Devir, que conseguiu o grande feito de publicar em Português até 2005, altura em que a Internacional Panini decidiu retirar injustamente os direitos de publicação de material Norte-Americano a esta editora, para que um ano depois voltássemos a receber as sobras do mercado Brasileiro, ainda que agora no formato Panini (comic com 100 páginas) que vigora desde então.

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Nestes últimos 30 anos muitas foram as ‘casas’ pelas quais a BD Norte Americana passou e foi publicada, mas de há seis anos até à data perdeu-se em definitivo o poder de cativação que a BD teve durante décadas junto do público mais jovem.
Já não há o hábito de emprestar BD aos amigos, de poupar os trocos dos recados feitos aos pais, para se passar religiosamente nas papelarias nas primeiras semanas do mês em busca dos ansiados ‘formatinhos’ mensais, mas não deixamos de pensar se não seria possível voltar a incentivar esses hábitos.
Bastava que para tal as novas colecções de formatinhos de Super Heróis que surgiram no Brasil, invadissem novamente as nossas papelarias e se incentivasse a nova geração a recuperar esses hábitos (através de uma cuidada e didática manobra de relações publicas como tem feito a Maurício de Sousa Produções).

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É certo que existem os ‘Paninis’, mas o seu formato e as suas capas ‘adultas’ afastam, em primeiro lugar, os pais da compra de Banda Desenhada de Super Heróis para os mais novos, o que com o tempo vai impedir que o público leitor de BD se renove.

Deixo-vos com as capas dos 4 novos títulos em formatinho e uma esperança de que estes ainda venham a chegar ao nosso pais e que tal como no filme de que vos deixo o trailer a Banda Desenhada seja o motor de uma nova geração de mentes imaginativas.

From your man Up in the Norte: E o prémio de Piada do Ano vai para…

DEVIR anuncia que vai publicar o Manga DEATH NOTE em Portugal.

Coloco apenas uma questão para nos debruçarmos em conjunto.

A vir a ser verdade, como conseguiu a DEVIR convencer uma ‘gigante’ Japonesa a vender os direitos de uma série ‘vivinha da silva’ para publicação em Portugal, um mercado, como todos sabemos microscópico para as editoras Japonesas?

É que andamos há anos a ouvir a gigante ASA repetir aos 4 eventos que é IMPOSSÍVEL publicar essas grandes séries em Portugal e agora de repente cai esta BOMBA.

Será que a DEVIR lhes conseguiu dar a volta passando-se(aliando-se) pela DEVIR BRASIL?

Quem sobreviver irá ler?

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From your man up in the Norte: Why should George Perez draw The Walking dead

Perez mandou os executivos da DC dar uma volta como o John Byrne passa a vida a fazer e que mudar-se outra vez para a Marvel. Tadinho, quer chupeta quer?

Ainda recordo a presença do Perez no reboot da Marvel depois do Heroes Reborn do Jim Lee/Rob Liefield (esses dois em tudo o que tocam criam espectacular..MERDA).

Em 1998 a arte de Perez resultou porque todos queriam que a Marvel copiasse o Astro City, pois tudo estava na ressaca de arrependimento de ter comprado as trozentas capas de Youngblood. Mas quando chegou o filme do Matrix toda a gente quis fatos negros de sado.maso nos seus heróis e o Perez picou a mula (oh para mim a usar o acordo ortográfico) para a DC.

Agora Perez quer voltar para a Marvel e eu pergunto: Não era melhor reformar-se enquanto não o achamos senil.

Voltar para a Marvel que é tão ou mais voraz que a DC com os seus ‘arquitectismos’ é o mesmo que meter uma corda ao pescoço e saltar da cadeira para o senhor Perez.

Eu penso que seria inteligente se ele fosse por exemplo, desenhar Walking Dead ou se assumisse o cargo de director artistico da Image e passar os seus conhecimentos à nova geração de desenhadores ‘pop starzzz’.

Ai sim eu sentiria firmeza do Senhor Perez.

wolvie and son

Luzes, Camera, Quadradinhos!

 

O que se segue é uma transcrição aparvalhada de uma reportagem televisiva:

[ Entra a música do saudoso 'Acontece' ]

Repórter: Então ‘jovem A’, deves estar excitado por ir ver o últime filme do ‘HP’, mas decerto (snobismo extremo da jornalista)  já deves saber o final por já teres lido todos os livros, certo?

Jovem A: Fonix, népias! Não tenho pachorra para LER. Eu sò vejo os filmes.

Jovem B (obesamente mórbida): E só se for em 3-D!!!

Ora depois, desta descrição da reportagem da estreia do ‘HP’  7 e mei0 (não confundir com a impressora e com o filme de Fellini), coloco esta questão?

Quantos jovens fez o ‘HP’ ler mais em Portugal?

Resposta: ZERO.

 

Quando começaram a dizer que o fenómeno ‘HP’ fazia ler mais os miúdos eu mandei esses estudos bugiar, porque desde ‘Uma Aventura na Cidade’ que nenhum livro infanto/juvenil faz ler mais a criançada.

E ainda se torna mais grave ao dizer-se que esse boom na compra dos livros da saga se deve ao facto da garotada Portuguesa se identificar com o Harry. Na minha opinião isso é falacioso e não passa de um grande embuste.

Se me disserem que os ‘rugrats’ das terras de sua majestade se identificam com o Harry, aí até posso acreditar, mas em Portugal os rankigns de ‘Funacas e afins’ não passaram de uma contagem de pais de classe ‘média-alta-altíssima’ que compraram HPs para os putos meterem na estante e jamais os abrirem.

Não há nada nas aventuras deste personagem que faça uma criança Portuguesa identificar-se com este personagem ‘unidimensional’ e puramente britânica.

E de quem é a culpa dos putos não lerem?

Não, não é das consolas (para jogar há que ler os códigos da batota), nem da internet (quem está no msn, está a ler e a corrigir mentalmente os erros ortográficos dos interlocutores) e nem dos Morangos com Açucar (senão como saberiam ler as letras dos Sobremesa de trás para a frente). 

A culpa é sim dos paizinhinhos que impingiram esses calhamaços dessa ‘Bifa’ que mais não fez que copiar a obra ‘The Books of Magic’ de Neil Gaiman e acrescentar-lhes uns bons metros de palavreado mal escrito.

Quem deu livros do HP aos filhos devia levar uns açoites da sua antiga professora de 4ª classe, pois impediu as crianças de descobrirem como é bom ler um bom conto infantil que os teria divertido muito mais e não os faria escravos de uma máquina comercial que é o HP.

 

E o pior foi que nos fizeram acreditar que os filmes (a pior saga alguma vez produzida) atraia os jovens para a literatura.

BURRICE!!! Afastou-os ainda mais e com os seus milhentos produtos derivados tornou muitas crianças em pirralhos mimados e consumistas.

 

Por isso digo:

‘Up yours Potter!You shall not be missed’

P.S: Senhores paizinhos, educadores e iluminados…a Nona Arte merece um grande pedido de desculpas, porque ouvi muitos de vós dizer: ‘Ler o Harry Potter é melhor que ler essas azeitadas das historietas aos quadradinhos.’ e afinal o que aproximou mais os jovens da leitura foi a Banda Desenhada.
 

 

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STOP THE PRESSES..EXTRA,EXTRA READ ALL ABOU IT

É com muito prazer e orgulho que anúncio que Daniel Henriques, o mui Pinhalnovense e Metallica fan, é um artista conhecido entre outras coisas por ser o mais rápido inker da margem sul e acaba de ser anunciado como o novo arte finalista da série da Marvel Comics ‘Venom’.

O trabalho do Daniel vai poder ser visto já a partir do número 4, sendo neste momento o artista parte integrante do estúdio Crime Lab de Danni Mikki (só o mais conhecido arte-finalista de todo o mundo, coisa pouca).

O Daniel Henriques começou nestas ‘lides’ em 2002 com o então chamado grupo Split Up Studio, onde entre coisas arte-finalizou o lápis do desaparecido em combate Henrique Valadas em Kunoichi (NIMP) e co-escrevia o argumento de Wonderland com Rui ‘Kid’ Moura (outro que anda a ‘walk the earth like Kane in Kung fu).

Partilho então umas fotos da altura em que eu coordenava o ‘ATL’ onde esta maltinha ‘brincava’ aos criadores de comics.

Se querem ser um arte-finalista reconhecido, primeiro há que espantar vagabundos.

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Acorrentado à mesa de trabalho (como já é habitual)

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Página não publicada de Wonderland # 3

Wond

From your man in the Gipsy town: DC comics censura um comic!

A DC já foi conhecida por ser uma editora de mente aberta (ver Green Lantern – Green Arrow quando descobreem que o Speedy dá na ‘coca’), mas hoje em dia não passa de um fantoche da Warner Brothers e prova disso é a edição número 712 de Superman onde era apresentada a origem de um Superman Islâmico.

A edição foi completamente apagada do mapa, já estava desenhada e pronta a sair da gráfica quando um iluminado decidiu que o comic era Anti-Americano.

Dizem que não há censura na terra do Tio Sam, mas lá existe e é a doer.

Quando confrontados com as acusaões de xenofobia, os editores responderam que o cancelamento se deveu a uma página onde o Superman salva um gato de uma árvore e com o novo filme violento que aí vem feito por Zack Snyder (o Gimp da Nona Arte) não querem que o Super Homem seja associado a acções suaves, mas sim a força.

O que é engraçado é que a história que meteram a substituir é uma reedição com o Krypto, o cão do Superman a dizer que tem saudades do dono…LOL

Quando eu disser:

1

 

2

 

3

A PIOR DESCULPA DE SEMPRE!!!!

 

GANHEM vergonha na cara senhores da DC. Se admitem que o Jim Lee faça a pior reformulação da história, admitam também que são uns Xenofobozinhos de meia tigela.

Deixo-vos a capa do livro original, também ela censurada.

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From your man in the Gipsy Town: As Naus Portuguesas voltam a chegar ao novo mundo.

Nos anos negros da Nona Arte em Portugal (hiato entre o fim da A/CJ e início da Devir) dei por mim a descobrir a revista Wizard (que morreu este ano de 2011 para logo em seguida renascer tal Fénix Sombria na W.W.W.).

Foi na dita revista que me deparei com um artigo, onde o responsável pelo mesmo tecia largos elogios à vaga de artistas espanhóis que começavam a chegar às editoras Norte-Americanas nessa altura (1998) o que me dava alguma ‘azia’ sem saber bem o porquê.

Carlos Pacheco, Salvador Larroca, Ramon F. Bachs e muitos outros eram considerados deuses da arte; verdadeiros achados na velha Europa, dignos herdeiros do trono da Arte Sequencial, o que me deixou a pensar o que teriam estes ‘Nuestros Hermanos’ a mais do que os artistas nacionais.

Não posso dizer que tenha uma grande alergia a Espanha, mas na altura foi este artigo que me fez querer descobrir artistas nacionais e lutar pela sua divulgação em todos os projectos em que me envolvi.

Foi então (no longínquo ano de 1999) que decido descobrir com a ajuda da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo e também da Selecções BD (2ª série) os artistas Portugueses que se faziam notar na altura.

Devo dizer que se a azia era grande depois de ler o artigo da Wizard, esta ainda se tornou maior, pois com a excepção de um artista Português radicado em França, que como eu adorava comics e que dava mostras de querer fazer florescer este estilo em ‘franciuland’ (através do seu ‘A Gesta das Amazonas Dragões’*) todos os restantes autores Portugueses aos quais tive acesso não fizeram mais que aborrecer o jovem de quinze anos que eu era na altura.

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Viviam-se então, na minha opinião, anos negros na BD em Portugal, pois para além dos autores nacionais mais consagrados como ET Coelho, não se via qualquer autor que se conseguisse afirmar além fronteiras.
Não era um deserto criativo, entenda-se, pois para além do prolífero Luís Louro, de um mitocondriaco que nada fez de relevante em quase 15 anos de actividade e de um estúdio muito interessante, o Fantasia Estúdio (Pedro Potier e Ana Freitas eram os mais produtivos desse estúdio) que produzia histórias para a SBD, ninguém parecia conseguir produzir nada que chegasse ao grande público e que despertasse a curiosidade além fronteiras.

 

Os anos passaram-se e é já a meio da primeira década do séc.XXI que uma série de autores que apresentarei neste post começam a penetrar, ainda que timidamente, o mercado norte-americano e a, pasmemo-nos, ser publicados nessas terras longínquas.

 

Miguel Montenegro, o operário. – http://www.miguelmontenegro.com/

Na nona arte existem dois tipos de autores, os ‘artistes’ e os operários. Enquanto que os primeiros vivem dos subsídios e fazem de vez em quando uns álbuns, que mais ninguém aprecia a não ser os iluminados e os próprios; os segundos multiplicam-se em actividades paralelas para não desistirem do sonho de criar banda desenhada.

É nesta segunda categoria que incluo Miguel Montenegro, que teve a seu cargo alguns ‘fill-ins’ em editoras Norte Americanas (Top Cow, IDW, CrossGen, Marvel comics), mas que infelizmente não conseguiu passar para o nível superior, como as dezenas de espanhóis e brasileiros que ainda hoje chegam à primeira Liga ‘Marvete’ e ‘DCNete’.

Apesar de ter um traço pouco original (vê-se muito a influência da Image Comics dos anos 90), vale aqui a sua perseverança e profissionalismo, o que torna ainda mais estranho o facto de nenhuma editora nacional ter apostado neste autor (em Portugal apenas a Devir publicou duas capas do artista) pois sempre deu provas de conseguir assegurar um trabalho regular ao contrário de muitos ‘artistes’ venerados pelas editoras tradicionalistas.

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Eliseu Gouveia, o Eremita. – http://eliseugouveia.deviantart.com

Ora aqui está um grande mistério; a primeira vez que tomei contacto com este artista foi num manual escolar de segundo ciclo e qual foi o meu espanto quando anos depois me dou conta que o desenhador de Cloudburst da autoria de Jimmy Palmiotti e Justin  Gray era nada mais, nada menos que este autor Português, que graças ao seu grande profissionalismo e capacidade de respeitar deadlines, chegou a ser apontado como o autor Português mais promissor.
Nunca tive a oportunidade de o conhecer ao vivo, porque o mesmo se recusava a comparecer em festivais (tentei tê-lo no Festival de BD do Pinhal Novo em 2005 através da Devir, mas à ultima hora decidiu não comparecer) e apesar de ter a sua arte publicada em diversas pequenas editoras americanas (Image, Moonstone Books) e de ser o responsável pela BD oficial da personagem Leopoldina da marca Continente/Modelo, nunca se percebeu muito bem o porquê das editoras nacionais o ignorarem por completo.

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Em termos de traço, é muito competente a nível de lápis e arte final, mas borra a pintura  (literalmente) quando decide ser ele próprio a fazer a colorização digital, pois o artista torna muito plástica e demasiado brilhante a sua arte, mas isto sou eu falar, porque o que é certo é que além fronteiras sabem reconhecer o seu valor.

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O artista possui um Deviant Art muito activo onde mais recentemente apresenta imagens de uma nova BD do qual se sabe ainda muito pouco.

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Nuno Plati, the Cool Guy. – http://nunoplati.blogspot.com/

Já imaginaram o que é ter um artista que consegue cativar o sexo feminino para a Nona Arte? Ora metam um argumento nas mãos do Nuno Plati e vejam o que acontece.

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Plati é mais ilustrador com todos os seus ‘vectores’ e ‘flashy colours’ do que artista de Banda Desenhada (é colaborador assíduo da Elle magazine e do Lisbon´s fashion week) mas no último ano viu o seu trabalho publicado na Marvel primeiramente na série Avengers’ Fairy Tales, X-23 e Marvel Women e mais recentemente no comic Marvel Girl onde revisitou a origem da personagem Jean Grey a.k.a. Phoenix.

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Apesar de ter sido o último a ‘chegar’ a Marvel já conseguiu a proeza de fazer um fill-in na revista Amazing Spider-man (só e apenas um dos comics que mais vende nos EUA) e prepara neste momento um álbum em nome próprio, não sei se para publicação caseira ou internacional (Mia, tales of the lost islands).

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Ricardo Tércio, o Pioneiro. – http://mautempopush.blogspot.com/

Quando o editor da Marvel CB Cebulski fez passar por Portugal a busca de Talentos ChesterQuest, este foi o primeiro a ser publicado pela editora Norte-Americana. Tal como Nuno Plati podemos considerá-lo mais ilustrador do que desenhador de Banda Desenhada, mas ninguém lhe poderá tirar o mérito de ter sido o responsável pelo primeiro capítulo da série Spider-man Fairy Tales que teve como personagem central a mais que tudo de Peter Parker, Mary Jane a fazer de conta que é a Capuchinho Vermelho (prometo que não é picante).

Actualmente tem feito mais algumas capas para a Marvel Comics, o quarto capítulo da série Avengers Fairy Tales e acompanha o artista Filipe Andrade na mini-série Onslaught: Unleashed.

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João Lemos, o Menino Perdido. http://sete-estrelo.blogspot.com/

Assim como Ricardo Tércio, também João Lemos foi seleccionado no Chesterquest e teve a honra de abrir a série Avengers Fairy Tales com uma brilhante versão da origem dos Vingadores, como se estes fossem os Meninos Perdidos de Peter Pan.

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Dos três artistas descoberto no ChesterQuest considero-o como sendo o mais desenhador de Banda Desenhada dos três, ainda que sendo o mais discreto.

 

Possui dois projectos próprios em produção (Shiki e HEY DAY), fez também uma história para a série Mouse Guard e mais recentemente ficou a seu cargo o argumento de um capítulo do álbum Wolverine#1000 (onde também fez duas páginas de arte).

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Filipe Andrade, o Principe Valente - http://filipeandradeart.blogspot.com/

Deixei para último o meu favorito, apesar de reconhecer a qualidade de todos os outros e passo então a apresentar a forma como conheci Filipe Andrade.

Foi em 2007, a poucas semanas de me reformar da minha posição auto-assumida de Carlos Queiroz da BD nacional na Nono Império que me deparei com os trabalhos de Filipe Andrade na primeira versão do BD Jornal.

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O argumento do seu camarada de vinhetas era/é pobrezinho, mas a arte deste rapaz salvava tudo, não pela originalidade do traço, mas pelo dinamismo e frescura que trazia ao panorama nacional e às páginas do referido jornal.

 

Lembro-me que na altura, depois de dar por encerrada a última sessão de autógrafos do projecto Sketchbook no FIBDA, decidi ir para a fila do Mr. Andrade pedir-lhe um rascunho (não o costumo fazer porque tenho um bocado de vergonha de ir chatear os artistas), mas digo-vos que bastaram dois minutos à conversa com o artista para perceber que ele tem em si as qualidades que eu defendo que um artista de BD em Portugal (e no mundo) deve possuir, isto é, humildade, inteligência e ambição.

 

É por isso com muito orgulho que nomeio, mui humildemente, este artista com o cognome ‘Jack Kirby Português do século XXI’ (sim Mr. Kingpin, sou um erége).

E porquê?

Depois de uma corrida de fundo em BRK, diversas short stories para diversos fanzines, dezenas de páginas publicadas em comics da editora Marvel (X-23, Nomad, Onslaught) este artista continua a fazer evoluir o seu traço cada vez mais dinâmico e interessante.

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É um pouco graças a ele que neste momento os vários artistas a trabalhar para o mercado norte-americano o continuam a fazer, pois ele mostra que os artistas Portugueses conseguem ser produtivos e extremamente activos.

(Nota: Acaba de ser anunciado que Filipe Andrade será o artista na adaptação de um dos livros mais ‘venerados’ de Edgar Rice Burroughs, John Carter: Princess of Mars’ – série de 5 números a ser encomendada este mês com chegada as livrarias em Setembro de 2011).
Posso estar a ser muito injusto com todos os outros artistas que referi, mas Mr. Andrade, admitamos, tem o ritmo produtivo mais célere que alguma vez vi e a ambição para criar raízes no mercado Norte-Americano.

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Não sei se algum dia terei a oportunidade de ver uma revista internacional a enaltecer os nossos artistas como foi feito com os espanhóis há mais de dez anos atrás, mas neste momento sinto que é uma excelente altura para se ser artista de BD em Portugal , pois existe como que um embrião de esperança para aqueles que todos os dias não cruzam os braços e criam Nona Arte em Portugal.

É certo que estamos numa fase algo cinzenta na edição de comics em Portugal com a chamada ‘fase das sobras Brasileiras’, mas tenho esperança que um dia os artistas nacionais tenham direito a ver o seu trabalho publicado em Língua Portuguesa num formato que enalteça o grande feito destes artistas (editoras nacionais, dirijo-me a vós) que tal como Pedro Alves Cabral fizeram as ‘naus’ chegar a solo Americano.

*A Gesta das Amazonas Dragões foi recentemente publicado pela Marvel em TPB, mas já tinha sido anteriormente publicado pela Devir em formato álbum a cores e publicado na SBD a preto e branco, a minha versão favorita.

OH MY…Bendis, you did it…

Acabo de ler o futuro em 22 páginas.

Há muito tempo que não tinha esta sensação, mas na minha humilde opinião Brian Michael Bendis e Alex Maleev acabam de dar ao mundo a obra que fará à indústria da 9ª arte o que Matrix fez à sétima arte.

Acima de tudo é uma obra que desperta consciências e penso que visa acordar as jovens mentes adormecidas por esse mundo fora..Espero que o primeiro número não seja uma excepção e que cada um dos próximos números desta série me continuem a deixar boquiaberto com as possibilidades narrativas.

Se ‘Never mind the bollocks’ nos dá vontade de formar uma banda, ‘Pulp Fiction’ nos dá vontade de realizar um filme, SCARLET (Marvel ICON) dá-nos vontade de gritar: A BANDA DESENHADA É ARTE!

Atrevo-me mesmo a dizer ‘Watchmen, say hello to your descendant.’

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Harvey Pekar..it is cool to be uncool.

Tomei contacto com a obra de Harvey Pekar com o filme inspirado na sua vida. Tenho pena de ter levado tanto tempo a descobri-lo, porque foi realmente bom descobrir que por mais sozinha que uma pessoa pense estar, há sempre alguém parecido connosco.

Achei o filme brilhante (descobri o actor Paul Giamatti para além dos seus papéis de sidekick) e fez-me perceber quão triste e solitária pode ser a vida de um artista/apreciador de Banda Desenhada e ao mesmo tempo fez-me sentir orgulhoso de ser um aficionado da Nona Arte.

Hoje, um dia depois da sua morte percebo que qualquer pessoa que aprecia BD tem dentro de si um pouco do Harvey…sim todos somos rabugentos, picuinhas e adoramos mandar a baixo aquilo que amamos, mas apenas um homem foi capaz de se assumir verdadeiramente como geek/nerd e estar pouco se lixando para o que pensavam dele.

Harvey Pekar, levantamos o copo em tua honra, que o teu trabalho jamais seja esquecido.

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